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terça-feira, 28 de setembro de 2010

O outro lado do sonho - Parte 1/2

A VIDA PASSOU POR AQUI









Cedo, na manhã, o Sol deu ares de que ia aparecer. Então preparei-me e saí à cata de paisagens bonitas. Em busca de lugares graciosos, onde pequeninas casas ajardinadas, ao redor de praças também floridas, compusessem cenários coloridos e bucólicos repletos de beleza singela.

Decidira, nesse dia, conhecer uma Cidade não muito distante, à qual eu nunca fora antes, mas que, talvez por razões até sentimentais, ansiava por conhecer. No percurso, o Sol, que mal ensaiara sua entrada triunfal, mudou de idéia. Ocultou-se, encoberto pelas nuvens cinzentas.

Chegado ao destino, deparei-me com uma realidade que eu não imaginava. O tempo havia deixado lá apenas rastos de um passado cujos vestígios ainda atestam, teria sido promissor e alegre.

Agora observo, consternado, estas casas em ruínas. Tento adivinhá-las em sua época gloriosa, quando repletas de pessoas felizes envolvidas com os afazeres diários. Imagino algazarra de crianças saindo para a escola, brincando na praça e correndo pelas ruas tranqüilas. E por breves instantes procuro os fantasmas dos trabalhadores que a cada dia labutaram no Arsenal, mas nem o espectro sutil de algum deles se materializa na paisagem fantástica.

- continua –

terça-feira, 17 de agosto de 2010

A segunda Capital Farroupilha -II

CAÇAPAVA DO SUL - RS





Estas quatro fotos mostram a fachada e uma parte lateral da imponente Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição.
Sua construção teve início em 15 de agosto de 1815 mas só foi concluída em 1935, ou seja, cento e vinte (!) anos depois. É tombada pelo Patrimônio Histórico. Infelizmente encontrei-a exatamante assim, fechada, extremamente deteriorada, como as fotos mostram. Uma placa e alguns andaimes revelam que está (ou esteve) em fase de “restauração”. A cor original parece-me que é o cinza e a que foi utilizada para a interveção é amarela. A obra foi interditada pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) por terem sido verificadas irregularidades e alterações em sua arquitetura original. O aspecto atual é bem desolador.
* * *

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Uma cidade dominical

Tempos atrás fiz menção ao fato do Centro de Porto Alegre, aos do- mingos e feriados, ser praticamente deserto. Poucas pessoas circulam pela área central, particularmente pela manhã. A causa disto é que minha Cidade não tem, nessa região, grandes atrações que induzam as pessoas a andarem por lá nesses dias. As lojas, os bancos e o comércio em geral permanecem fechados, já que esta atividade fica toda concentrada nos muitos shopping-centers, a maior parte deles afastados do Centro, para onde as centenas de magazines, áreas de jogos e diversões, cinemas e toda sorte de atrativos existentes conduzem os porto-alegrenses e turistas.

É então que se pode admirar, com atenção e calma, algumas peculiaridades desta Cidade, que nos dias de semana é agitada e efervescente. Sua arquitetura é interessante, misturando estilos diversos - antigos, clássicos e modernos – que muitas vezes criam efeitos inusitados.





Por outro lado temos o clima. Há,naturalmente, quem goste dele. Eu, particularmente, o detesto, no inverno e mesmo fora dele, quando os dias são úmidos e sombrios. Com um tempo como o nosso, apenas a paisagem na orla do Guaíba salva o nosso bom humor. Ela é sempre romântica, linda e saturada de terno bucolismo.






* * *

A primeira foto mostra a “Praça Revolução Farroupilha”, nome que foi dado ao antigo largo entre o Mercado Público e a Estação Central do Trensurb (o nosso “Metrô”) onde se destacam construções como o Mercado, o Pórtico em arco sobre o acesso subterrâneo da Estação, o Edifício da Prefeitura Municipal, o Edifício do INSS e painel que reconstitui algumas cenas da história do Estado. As outras duas fotos são do Edifício da APLUB, em cujas vidraças está refletido o Palácio do Comércio, atual sede da Junta Comercial.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Rescaldos de fim de ano - I


Nestes últimos dias do ano andei avaliando as centenas de fotos que tenho em meus arquivos e que ainda não tive tempo de publicar. Separei algumas delas, aleatoriamente, que passo a mostrar nesta seqüência de poucas inserções. 

Para começar, aqui vão cinco das que fiz em abril, nas imediações da Catedral Metropolitana, junto à Praça da Matriz (Praça Marechal Deodoro). 

Pela ordem, elas mostram o belo portão de ferro existente entre o Palácio Piratini e o antigo prédio da Assembléia Legislativa (duas fotos), o Palácio Piratini (em destaque) tendo ao lado a Catedral Metropolitana (uma foto) e duas vistas do alto, mostrando a Catedral e o Palácio Piratini.

Evandro

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Quando o livro é uma festa









Este ano a Feira do Livro de Porto Alegre promove a sua 55ª Edição. São cinqüenta e cinco anos trazendo à Praça não apenas a literatura – tendo o livro como símbolo – mas a Cultura, pois dela também fazem parte a música e o teatro, entre outras manifestações artísticas, além dos tradicionais encontros entre os escritores e poetas de todos os estilos e tendências, sessões de autógrafos, oficinas literárias, conferências, palestras e tudo mais que se possa imaginar.

Em seus primórdios a Feira ocupava alguns espaços ao ar livre na Praça da Alfândega. Com o passar do tempo, cresceu. Expandiu-se de tal forma que nos anos recentes já se espalha por uma área imensa, atingindo hoje os armazéns do Cais do Porto.

Visitar a Feira, passear pelos estandes, garimpar preciosidades nos “balaios”, folhear os lançamentos recentes, encontrar pessoas conhecidas e desconhecidas, entrar na fila dos autógrafos... tudo é imensa alegria para os olhos e deleite para o espírito.

Por tudo isto, o livro – o grande homenageado – não apenas faz a festa, mas é a própria festa.

Evandro

terça-feira, 7 de julho de 2009

Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

PARÓQUIA DA ASCENÇÃO - II






Nunca estive nela, antes. Visitei-a, dias atrás. Pela primeira vez, depois de sessenta anos!... Entrei. Caminhei em sua volta. Conheci o Seminário Teológico que se situa na parte de trás. 

Fiquei conhecendo alguns detalhes que até então não me haviam despertado a atenção, bem como um pouco de sua história, que procuro resumir: 

A Igreja Episcopal Anglicana chegou ao Brasil instalando-se primeiramente em Porto Alegre que, como em tantas outras coisas, também nisto foi pioneira. O ano era 1890 e a missão foi instalada pelos missionários americanos Lucien Lee Kinsolving e James Watson Morris.  

Em 1891 vieram mais três missionários: William Cabell Brown, John Gaw Meem e Mary Packard que, unidos aos dois primeiros, são considerados os fundadores da Igreja no Brasil.  

A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil faz parte da Comunhão Anglicana, uma família de igrejas anglicanas e episcopais em comunhão histórica com a Igreja da Inglaterra e especificamente com a Sé de Cantuária. 

Aqui na Paróquia da Ascenção, em Teresópolis, fica a Sede Provincial.


- continua -

Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

PARÓQUIA DA ASCENÇÃO - I





Sempre gostei desta igreja. Aprecio sua arquitetura. Acho-a bonita. Sóbria. Solene. Desde tempos remotos, vividos em Teresópolis, conservo por ela uma predileção toda especial. 

Naqueles anos distantes, sua torre dominava toda a paisagem em que estava inserida, sobressaindo das demais construções vizinhas, todas baixas, e das árvores ao seu redor, que ainda não haviam crescido ao nível em que hoje se encontram. 

Hoje não domina mais o cenário. Ela própria está meio escondida. Quase passa despercebida por quem ali transita desatento.  

A pintura branca de outrora já não conserva mais o antigo frescor. Sua beleza, porém, o tempo não conseguiu destruir. Mas maltratou bastante. A ela e as grades e construções anexas, como o Seminário, que como ela também ficaram mais velhos. Como um certo menino que, muitos anos atrás, não cansava de observá-la de longe e de achá-la linda. 

- continua -

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Rua Duque de Caxias - I

SOLAR DOS CÂMARA E CASA DOS AZULEJOS



A Rua Duque de Caxias conta com um magnífico acervo de bonitos prédios antigos. Entre eles há construções históricas, como o Solar dos Câmara (fachada e portão principal) e outras de grande beleza, como esta casa revestida de azulejos portugueses. 

Evandro

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Na Rua da Praia - III

RELÍQUIAS DO CENTO HISTÓRICO

A nossa "Rua da Praia" – que não tem praia, que não tem rio – é um logradouro onde o bucolismo é a marca mais acentuada. É agradável andar por ela como nos velhos tempos da infância e da juventude. Cada esquina foi citada pelo Poeta e até hoje exala cheiro de saudade.






Arborizada, com calçadas bem conservadas e calçamento original com paralelepípedos coloridos formando desenhos geométricos, preserva também os antigos postes de ferro com duas luminárias, além, naturalmente, da beleza das fachadas centenárias, restauradas em sua forma primitiva.

Evandro