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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Restinga Seca - III

A PRAÇA






Viajo com minha mulher, - esposa, companheira, parceira e cúmplice de dezenas (ou centenas?!...) de outras excursões.
Estamos na Praça Domingos Mostardeiro. Tranqüila. Bucólica. Um lugar próprio para sentar e ficar olhando o tempo passar. Pessoas simpáticas circulam sem pressa. Cumprimentam-nos gentilmente.
Encontramos o Sr. Eri. Aposentado. Fotógrafo. Conversamos. Ele nos conta uma porção de coisas sobre a Cidade. Trocamos informações. Então, aproxima-se de nós o jovem jornalista e Diretor do Jornal “Tribuna de Restinga”. Somos apresentados. Seu nome é Ivo. Fico com seu cartão e a partir de agora poderemos nos comunicar com freqüência, pois temos muito em comum.
E a praça? É linda. Nada de sofisticação, nem jardins suntuosos, nem estátuas eqüestres e de heróis lendários tão abundantes nos grandes parques e cidades do mundo. Sua beleza está na simplicidade. Na singeleza com que seu clima acolhedor nos recebe. Poucas esculturas e monumentos, mas o bastante para reverenciar personalidades importantes e merecedoras do louvor que se lhes dá e da honra que conquistaram.
- continua -

sábado, 25 de dezembro de 2010

Nossa árvore do verão - II

O FLAMBOYANT DO PARQUE MARINHA






Daqui a algum tempo estas flores cairão. Durante um ano o Flamboyant voltará a ser verde sem, contudo, perder a sua graça, a delicada imponência e o encanto que faz dele uma festa para os olhos.

Enquanto isto não acontece, aproveito para abrigar-me sob a imensa ramada e brincar de olhar os pequeninos fragmentos de céu que conseguem se insinuar entre os raros espaços das inflorescências.

Quando outro dezembro vier, a nova floração anunciará que o verão está de volta, trazendo a alegria esfuziante das cores e o prazer quase pueril que nos propicia a simples contemplação de tal espetáculo, magnífico e apoteótico em sua profunda e mágica simplicidade.

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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Nossa árvore do verão - I

O FLAMBOYANT DO PARQUE MARINHA






Esta árvore reina absoluta em dezembro, na minha Cidade. É exótica, alienígena, pois sua origem é a Ilha de Madagascar, mas já estamos tão acostumados com o seu encanto que a consideramos como se nossa conterrânea fosse. Não saberíamos mais viver sem ela. Não sei quando foi trazida para cá, mas é uma das mais belas que Porto Alegre possui dentre as inúmeras espécies de sua flora.

Quando os amarelos, roxos e azuis dos ipês, o rosa das extremosas e o branco dos jacarandás já não colorem mais a paisagem, e quando as flores douradas das canafístulas ainda não desabrocharam, o vermelho dos flamboyants predomina em todos os recantos, do Centro aos bairros mais afastados.

Nos parques e nas praças, nas ruas, nas esquinas, nos pátios e quintais, contam-se às centenas, se não aos milhares, os exemplares de que dispomos.

Esta que mostro nas fotos localiza-se no Parque Marinha do Brasil. É uma dentre diversas outras ali existentes e, para mim, a mais bonita de todas. Fica bem próxima ao movimento intenso da Avenida Borges de Medeiros. Fotografei-a de todos os ângulos, mostrando-a só, na companhia da escultura sem título de Xico Stockinger e em contraste com os edifícios do outro lado da Avenida, quando, sob ela, encontrei “a moça que meditava”.

- (continua) -

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Contemplações

A ÁRVORE E A MOÇA







Parque Marinha do Brasil. Próximo do meio-dia.

De longe já tive a atenção chamada para a bela árvore florida que dominava o cenário, ofuscando tudo o mais que havia à sua volta.

Preparei a câmera. Então percebi que sob a copa enflorada havia uma moça. Estava em profundo recolhimento. Meditava. Seu espírito provavelmente flutuava por universos incompreensíveis para um simples mortal.

Apesar do movimento e do ruído urbano ao redor, permanecia ausente da dimensão onde eu me encontrava. Seu mundo estava distante dali, embora a sua presença física completasse, com extrema e feliz oportunidade, o quadro que se oferecia ao meu olhar.

Não ousei me aproximar mais. Não era meu direito invadir sua privacidade nem perturbar o seu êxtase. Com um sentimento de quase culpa, acionei timidamente o zoom e fiz a primeira foto.

Depois fiz mais cinco, de um ponto discreto onde a minha presença não lhe quebrasse a concentração.

Por mais alguns instantes a moça sem nome e sem rosto enfeitou, sem saber, as minhas fotos. Então levantou-se e seguiu seu caminho, deixando comigo as imagens que talvez nunca saberá que eu fiz.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Patrimônio Arquitetônico

UFRGS / CAMPUS CENTRAL







O trecho do Campus Central da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS onde fiz estas fotos localiza-se próximo ao Parque da Redenção, no perímetro formado pelas Avenida Osvaldo Aranha, Rua Sarmento Leite, Rua Eng. Luiz Englert e Avenida Paulo Gama.

Ali encontram-se, além do prédio da Reitoria e outros, diversos prédios antigos de belíssima arquitetura, como o Instituto Parobé e a Rádio da Universidade (nas fotos), o Instituto Eletrotécnico, o Museu da UFRGS, a (antiga) Faculdade de Medicina (ainda em fase de restauração, bastante demorada) e o Instituto de Química.

- Instituto Parobé -

Construído no final dos anos 1920, esta imponente edificação é destaque na paisagem urbana. Apresenta sólida intensidade plástica e requinte artístico.

A fachada principal é marcada pelo movimento dos seus volumes, pela abundância ornamental que incluem ricas esculturas. As cúpulas, revestidas em cobre, contribuem para reforçar o caráter monumental da edificação.

Está prevista a instalação no local do Museu de Engenharia Mecânica, assim como salas de aula, auditório, laboratórios e setores administrativos.

- Rádio da Universidade Federal do RS -

Este prédio foi construído em 1920 e, inicialmente, sediou a Seção de Meteorologia do Instituto Astronômico e Meteorológico da Escola de Engenharia.

Em 1942 este serviço deixou de ser da competência da Universidade e o prédio ficou ocioso por quase dezoito anos até que em 1960, depois de sofrer reforma e adaptação, passou a abrigar os estúdios da Rádio da Universidade que ali funciona até hoje.

É uma construção sóbria e elegante. Sua escada externa, com guarda-corpo vazado, trabalhado em ferro, juntamente com a cobertura do patamar, estruturada em ferro e recoberta com placas de vidro, proporcionam leveza e graça ao pequeno prédio.

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Pesquisei no site da UFRGS / PATRIMÔNIO HISTÓRICO E CULTURAL

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Variações sobre um tema de Carlos Tenius

MONUMENTO AOS AÇORIANOS







Carlos Gustavo Tenius, escultor porto-alegrense, nasceu em 1939 e formou-se em Artes pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Autor de inúmeros trabalhos artísticos e detentor de diversos prêmios, tem em seu acervo monumentos majestosos, como o que se localiza no Parque Moinhos de Vento e que homenageia o Marechal Castelo Branco, e este, dedicado aos casais açorianos, fundadores de Porto Alegre, aqui chegados em 1752.
Este é um dos monumentos que muito admiro, por sua imponência, pelo equilíbrio e harmonia que vejo em suas linhas. Tem 17 metros de altura e um comprimento de 24 metros. Foi construído em aço, com estilo futurista e sugere a forma de uma caravela composta de corpos humanos entrelaçados. À frente, a imensa figura alada faz alusão ao Ícaro da mitologia e representa a Vitória.
Sua inauguração data de 1974. Está situado no Parque dos Açorianos, junto à antiga Ponte de Pedra, e dos prédios do Centro Administrativo do Estado e do Centro de Processamento de Dados.
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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Parque Knijnik - 2/2

PARQUE GABRIEL KNIJNIK
- 2 -
Conclusão









Espécies diversas de flora e fauna podem ser encontradas no Parque. Consta que em sua área de abrangência e nas imediações existem ouriços, cobras coral e jararaca, aranhas caranguejeiras e armadeiras, bugios, lagartos, sabiás-laranjeira, tico-ticos, pica-paus e rabos-de-palha, entre outros exemplares de sua fauna. A flora também é variada, contando com árvores frutíferas - pitangueiras, pereiras, ameixeiras e jabuticabeiras – e outras espécies nativas e exóticas, dentre estas últimas o pinheiro-americano (Pinus elliottii).
No livro “Porto Alegre de Muitos Parques”, editado pela Editora Viver no Campo, 1ª Edição, Porto Alegre, RS, 2008, página 58, há uma descrição detalhada da flora local, junto com a informação de que “A área do parque abrange cinco formações fitofisionômicas, sendo elas: mata higrófila, mata subxerófila, banhado, vegetação arbóreo-arbutiva de campos pedregosos e vassoural”.
O Parque foi originalmente sítio e área de lazer de propriedade do engenheiro civil Gabriel Knijnik. Doado ao Município, em testamento, o proprietário expressou o desejo que ele fosse preservado e transformado em parque municipal. A incorporação às áreas verdes da Cidade ocorreu em 1997 e sua inauguração oficial tem a data de 27 de outubro de 2004.
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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Parque Knijnik - Parte 1/2

PARQUE GABRIEL KNIJNIK
- 1 -












Em 1º de setembro de 2007 eu publiquei quatro fotos do Parque (que podem ser vistas neste link) logo depois de uma primeira visita que fiz ao local.

Na época ele ainda não estava totalmente pronto, como o reencontrei dia desses, quando voltei lá. O lugar tornou-se mais conhecido e atualmente é bastante freqüentado.

O Parque é bem rústico mas oferece um ambiente bastante agradável e acolhedor para quem não está interessado em algo mais urbano e tradicional. Conserva seu aspecto natural. É cercado, protegido, com portaria, guarita com mirante, sede da administração, sanitários, quadras esportivas, coreto e áreas de estacionamento. Conta com churrasqueiras, pracinha com balanços, escorregador e outras atrações, trilhas e caminhos bem organizados, tudo muito limpo e bem cuidado.

Localiza-se na parte alta do Bairro Vila Nova, em Porto Alegre, numa área de 11,95 ha, seis dos quais com vegetação original e presença abundante de espécies da fauna e da flora nativa da região.

Chega-se lá pela Avenida Vicente Monteggia até à “Grutinha”, onde inicia a Rua Amapá, pela qual se sobe até o final da linha de ônibus “271 Amapá”, em frente à entrada do Parque. É uma das boas opções de lazer ao ar livre com as quais os porto-alegrenses podem contar. Um passeio que vale a pena.

- continua -