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domingo, 6 de fevereiro de 2011

Ipanema - III

MONUMENTO A OXUM






Oxum – ou Mãe Oxum – é um orixá feminino na cultura africana. É a dona da água doce e de todos os rios. É representada na figura de uma delicada e bela mulher adornada com ricos vestidos, portando um espelho onde se reflete. É vaidosa e gosta de jóias, colares, todos os tipos de adornos, perfumes, etc. É o orixá do amor, da beleza, da fortuna e do poder. Sua cor preferida é o amarelo ouro.

Este belíssimo monumento é uma escultura em ferro, obra do escultor Beto Babão, realizada com recursos da Comunidade Africanista e Umbandista, e foi inaugurado em 8 de dezembro de 1999. Destaca-se na paisagem do Calçadão de Ipanema, atraindo a atenção de quem por ali circula e a veneração de todos os devotos da Religião Africana.

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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Restinga Seca - III

A PRAÇA






Viajo com minha mulher, - esposa, companheira, parceira e cúmplice de dezenas (ou centenas?!...) de outras excursões.
Estamos na Praça Domingos Mostardeiro. Tranqüila. Bucólica. Um lugar próprio para sentar e ficar olhando o tempo passar. Pessoas simpáticas circulam sem pressa. Cumprimentam-nos gentilmente.
Encontramos o Sr. Eri. Aposentado. Fotógrafo. Conversamos. Ele nos conta uma porção de coisas sobre a Cidade. Trocamos informações. Então, aproxima-se de nós o jovem jornalista e Diretor do Jornal “Tribuna de Restinga”. Somos apresentados. Seu nome é Ivo. Fico com seu cartão e a partir de agora poderemos nos comunicar com freqüência, pois temos muito em comum.
E a praça? É linda. Nada de sofisticação, nem jardins suntuosos, nem estátuas eqüestres e de heróis lendários tão abundantes nos grandes parques e cidades do mundo. Sua beleza está na simplicidade. Na singeleza com que seu clima acolhedor nos recebe. Poucas esculturas e monumentos, mas o bastante para reverenciar personalidades importantes e merecedoras do louvor que se lhes dá e da honra que conquistaram.
- continua -

Restinga Seca - II

QUANDO O ARTISTA VIRA OBRA





Pouco mais de dez quilômetros adiante, cruzei uma ponte de ferro e entrei na Cidade pela extensa Avenida Eugênio Gentil Müller, prolongamento da RST-149. Em seu canteiro central estão expostas diversas obras de arte, como a imponente escultura de um cavalo, além de antigas máquinas, como a que aparece na foto e que pertenceu à Família Milanesi, de Bom Retiro, doada ao Município na Administração do Prefeito Tarcizo Bolzan.
Dentre essas obras de arte destaca-se o painel que reverencia o restinguense mais ilustre, Iberê Camargo. Este trabalho é devido ao músico e professor Protégenes de Mello que mesmo “sem qualquer treinamento em escultura, reproduziu um autorretrato de Iberê em tamanho grande e com a ajuda de algumas pessoas e financiamento da Prefeitura, onde trabalha, ergueu a espessa placa em cimento”, conforme encontrei descrito no site DEFENDER.
- continua -

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Nossa árvore do verão - I

O FLAMBOYANT DO PARQUE MARINHA






Esta árvore reina absoluta em dezembro, na minha Cidade. É exótica, alienígena, pois sua origem é a Ilha de Madagascar, mas já estamos tão acostumados com o seu encanto que a consideramos como se nossa conterrânea fosse. Não saberíamos mais viver sem ela. Não sei quando foi trazida para cá, mas é uma das mais belas que Porto Alegre possui dentre as inúmeras espécies de sua flora.

Quando os amarelos, roxos e azuis dos ipês, o rosa das extremosas e o branco dos jacarandás já não colorem mais a paisagem, e quando as flores douradas das canafístulas ainda não desabrocharam, o vermelho dos flamboyants predomina em todos os recantos, do Centro aos bairros mais afastados.

Nos parques e nas praças, nas ruas, nas esquinas, nos pátios e quintais, contam-se às centenas, se não aos milhares, os exemplares de que dispomos.

Esta que mostro nas fotos localiza-se no Parque Marinha do Brasil. É uma dentre diversas outras ali existentes e, para mim, a mais bonita de todas. Fica bem próxima ao movimento intenso da Avenida Borges de Medeiros. Fotografei-a de todos os ângulos, mostrando-a só, na companhia da escultura sem título de Xico Stockinger e em contraste com os edifícios do outro lado da Avenida, quando, sob ela, encontrei “a moça que meditava”.

- (continua) -

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

CowParade / Porto Alegre - 2010

CONFRATERNIZAÇÃO DAS VAQUINHAS - II










Repentinamente “as mimosas” viraram atração e pessoas de todas as idades começaram a fotografá-las, principalmente aos finais de semana, quando uma verdadeira peregrinação se via por todos os lugares, à cata das “estrelas” da grande festa em que o evento se transformou.
Após o dia 20 elas foram retiradas dos locais onde estavam expostas e reunidas no Shopping Bourbon Country, no Passo da Areia, onde fiz estas fotos. Lá elas começam a ser preparadas para o leilão que será feito delas, no próximo dia 1º de dezembro, com renda destinada a instituições beneficentes.
Foi uma promoção não apenas interessante, mas inusitada, divertida e também muito bonita.
Valeu a pena dedicar algum tempo para apreciar – e para fotografar – essas relíquias que dentro de poucos dias pertencerão aos felizes colecionadores que as arrematarem em leilão. Por uma boa causa.
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CowParade / Porto Alegre-2010

CONFRATERNIZAÇÃO DAS VAQUINHAS – I










Um dos eventos de arte de rua que mais mobilizou a população de Porto Alegre, nos últimos anos, foi a promoção intitulada “CowParade”.
O evento foi criado em 1999 pela empresa Cow Parade Holdings Corporation, e dele já participaram acima de cinco mil artistas em mais de cinqüenta cidades de diversos países. No site que hospeda a promoção “COWPARADE” os organizadores relacionam dezenove dessas cidades: Chicago (1999); New York City (2000); Londres (2002); Tóquio, Bruxelas e Dublin (2003); Praga e Estocolmo (2004); Cidade do México e São Paulo (2005); Curitiba, Belo Horizonte, Boston e Paris (2006); Rio de Janeiro, Milão e Istambul (2007); Madri (2008) e Taipei (2009).
Em Porto Alegre foram exibidas oitenta dessas belas e graciosas vaquinhas, feitas em fibra de vidro e decoradas por artistas locais, alguns deles bastante conhecidos por seus trabalhos, como o Carnavalesco Guaraci Feijó, a artista plástica Zorávia Betiol e outros, não tão conhecidos mas de talento inegável.
De 8 a 20 de novembro essas encantadoras esculturas estiverem espalhadas pela Cidade, expostas nas praças públicas, rótulas, parques, estações de trem, ruas e avenidas, shopping centers, Jardim Botânico, teatros, postos de combustível, universidades, terminais de ônibus e supermercados, desde o Centro até aos bairros mais afastados que se possa imaginar.
- continua -

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Variações sobre um tema de Carlos Tenius

MONUMENTO AOS AÇORIANOS







Carlos Gustavo Tenius, escultor porto-alegrense, nasceu em 1939 e formou-se em Artes pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Autor de inúmeros trabalhos artísticos e detentor de diversos prêmios, tem em seu acervo monumentos majestosos, como o que se localiza no Parque Moinhos de Vento e que homenageia o Marechal Castelo Branco, e este, dedicado aos casais açorianos, fundadores de Porto Alegre, aqui chegados em 1752.
Este é um dos monumentos que muito admiro, por sua imponência, pelo equilíbrio e harmonia que vejo em suas linhas. Tem 17 metros de altura e um comprimento de 24 metros. Foi construído em aço, com estilo futurista e sugere a forma de uma caravela composta de corpos humanos entrelaçados. À frente, a imensa figura alada faz alusão ao Ícaro da mitologia e representa a Vitória.
Sua inauguração data de 1974. Está situado no Parque dos Açorianos, junto à antiga Ponte de Pedra, e dos prédios do Centro Administrativo do Estado e do Centro de Processamento de Dados.
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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Auxiliadora - IV (Final)

IGREJA DE NOSSA SENHORA AUXILIADORA

(4)











Imagino que não precisamos fazer comparações nem buscarmos similitudes com as obras magníficas de outros países, para valorizarmos as nossas. E digo isto depois de conhecer por dentro a Igreja Auxiliadora, que eu ainda não conhecia. Ela é linda! É solene sem ser austera. É clara, luminosa, sem o peso das pinturas, sem os lustres imensos, sem a sofisticação de que algumas pessoas devem sentir falta mas que a mim satisfaz plenamente.

Diz o folheto que consegui na Secretaria da Paróquia, que a nave tem 38 metros de comprimento, 18 de largura e 18 de altura. A Capela-mor tem 10 metros de comprimento e onze de largura. Dados técnicos à parte, o que importa é mostrar aqui um pouco do que registrei durante minha visita a esta Igreja que a partir de agora torna-se para mim um ícone, ao qual me reportarei sempre com veneração e entusiasmo.

Descobri-la valeu a pena. Fotografá-la foi gratificante.

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Meu agradecimento às Sras. Suzete e Oneida, da Secretaria Paroquial e à Sra. Neusa Candiotto, organista, pela atenção com que me receberam e pelas informações, folhetos e demais materiais com os quais gentilmente me supriram.

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