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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Uma vila quase bairro / 1

VILA DO I.A.P.I.
 
- Preâmbulo -

Recentemente andei pela Vila do I.A.P.I. depois de muito tempo que eu não perambulava por lá.

Revi lugares e vislumbrei cenários que jaziam quase esquecidos. Contudo afastei-me pouco de um ponto a outro e não fotografei tudo que, de início, pretendi. A Vila é grande e acabei demorando-me além do previsto nos recantos com os quais, anos passados, tive mais afinidades. 

Vou falar desta Vila com poucas palavras, exceção às deste preâmbulo. As fotos que mostro são basicamente “variações sobre um mesmo tema”, já que registram os mesmos (e poucos) lugares de diferentes perspectivas, o que fiz de propósito para aproveitar principalmente a posição do sol. Contudo dizem muito mais do que eu poderia, apesar de se caracterizarem pela subjetividade. Em vista disto elas reservam-se o direito de ocultar e dissimular o muito que poderia ser dito.

Ilustro este preâmbulo com uma foto da Igreja de Nossa Senhora de Fátima. Uma arquitetura que não sei definir. Muito simples. Sem criatividade, a meu ver, exclusivamente. Meu ponto de vista, sujeito a contestações. A posição onde se encontra e o emaranhado de motivos desconexos em volta dela, comprometem toda a beleza que ela poderia ter e revelam uma visão poluída, confusa, sem graça. Torna-se difícil fotografá-la. Eu, pelo menos, não tive competência para fazê-lo, apesar das inúmeras tentativas, todas frustradas.

Ao vê-la, veio-me a lembrança – e a saudade, por que não? - da velha, antiga, primitiva igrejinha de uma torre, apenas uma capela de madeira, dos idos de 1950, quando, ao lado da escola Edmundo Gardolinski, no mesmo estilo, se realizavam quermesses e no largo frontal eram montadas tendas, parques de diversões e estendidas bandeirolas coloridas. Bons tempos aqueles em que os Padres Alfredo Venturini, Eugênio Borin, Adair José de Aguiar e os grupos da Juventude Católica (eu estava entre eles) e das Filhas de Maria “agitavam” a vida paroquial, sempre efervescente e alegre! 

Mas isto é outra história que não cabe ser contada aqui. Deste modo, vocês vão ter que se contentar com as fotos e através da imaginação tentar descobrir, por vocês mesmos, o que elas se propõem a dizer.

- continua -

sexta-feira, 27 de maio de 2011

O símbolo de uma fé

CATEDRAL METROPOLITANA DE PORTO ALEGRE

(Parte 2/2)





Os atos litúrgicos realizados na Catedral são sempre solenes. Tantos nas missas diárias, quanto nas dominicais e em ocasiões especiais, o clima de fé e religiosidade é marcante e a presença de fiéis é em grande número.

Estas seis fotos, com destaque para a última, em que retrato Sua Excelência Reverendíssima Dom Dadeus Grings, muito estimado Arcebispo Metropolitano de Porto Alegre, foram feitas recentemente, por ocasião de solenidade de ordenação de novos diáconos.

Penso que estas quinze fotografias (incluídas as da postagem anterior), podem dar uma idéia do que é a nossa Catedral Metropolitana: um templo bonito, pleno de sacralidade e que, mais do que o símbolo de uma fé, constitui-se no símbolo mais autêntico de uma Cidade.


Evandro

quinta-feira, 26 de maio de 2011

O símbolo de uma fé


CATEDRAL METROPOLITANA DE PORTO ALEGRE
(Parte 1/2)

 






Porto Alegre possui inúmeros templos, pertencentes a diversas confissões religiosas. Existem aqui desde pequeninas capelas – nas vilas, em hospitais, em quartéis, em escolas, junto aos cemitérios, nos bairros distantes e nas áreas mais urbanas – até igrejas majestosas, que simbolizam o poder espiritual de suas congregações. Por parte da Igreja Católica Apostólica Romana, o símbolo maior desse Poder concentra-se na Catedral Metropolitana, sede da Paróquia Nossa Senhora Mãe de Deus, da Arquidiocese de Porto Alegre.

O templo foi projetado pelo Arquiteto italiano João Batista Giovenale e sua construção teve início nos anos 1920, a partir do lançamento, em 7 de agosto de 1921, da pedra fundamental.

Tanto externa quanto internamente, temos a atenção logo chamada pela sua cúpula, que mede sessenta e cinco metros de altura.

Vista de frente, pode-se apreciar de imediato a beleza e a harmonia de suas linhas arquitetônicas, onde sobressaem as duas torres laterais e o frontispício decorado por  belíssimos painéis em mosaico, trabalho realizado no Vaticano pelo Studio da Academia de Mosaicos.


- continua -

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Restinga Seca - VI (final)

UMA CRUZ ILUMINANDO O CAMINHO DE REGRESSO







Regressei de Restinga Seca com uma sensação alegre. Estava feliz e convicto de que voltar lá será bom, muito bom. As pessoas são gentis. A Cidade é bonita e bem organizada. Além disto deixamos, certamente, de ver muitas coisas interessantes, como o balneário do Passo das Tunas, um monumento à Imigração Alemã, o Santuário e a zona rural, que imagino possuir paisagens surpreendentes.
Vinha pensando nisto quando a uns sete quilômetros e meio do Centro, na RST-149, à minha direita, num ponto mais elevado e próximo a uma curva da estrada (que depois fiquei sabendo chamar-se Lomba Alta) encontrei esta cruz, perto da qual encontra-se uma singela e graciosa capelinha.
Estacionei num acostamento bem protegido e fui vê-las de perto. Nos sites que andei garimpando, ela tem o nome de Cruz Jubilar Luminosa, mas é só o que consta. Não há menção sobre a capelinha nem maiores informações. Entretanto, penso que de momento elas são dispensáveis pois as fotos dizem muito.
Assim, encerro “jubilosamente” esta série, compartilhando com vocês parte do que Restinga Seca me deu de presente e que agora procuro retribuir do modo que me é possível: mostrando um pouco do que vi e registrei e afirmando que vale a pena visitá-la. Se puderem, não deixem da fazê-lo. Asseguro-lhes que vão gostar tanto quanto eu.
Evandro
* * *
Meu abraço fraterno ao Sr. Eri Foletto, veterano fotógrafo restinguense, pela acolhida cavalheiresca, e sinceros agradecimentos ao Sr. Ivo Curcino da Silva, Diretor do Jornal “Tribuna de Restinga”, cicerones da mais alta estirpe. A eles, todo o carinho pela fidalguia.
- - -
Alguns links que vocês gostarão de conhecer:

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Restinga Seca - IV

A MATRIZ







Meu fascínio por igrejas não poderia ficar frustrado. Sou apaixonado por estas construções magníficas, onde a fé e a espiritualidade se manifestam de forma tão eloqüente que parecem brotar de cada pedra, de cada degrau, dos altares, das torres, dos sinos, dos vitrais.
De uma simples ermida perdida num recanto ermo à imponência das grandes Catedrais, sinto-me atraído por estes templos e onde quer que eu vá, jamais deixo de fotografá-los.
Logo ao chegar a Restinga Seca encontrei a bela Igreja da Congregação Evangélica Luterana, com a qual abri esta série. Então chegou a vez da Igreja da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, objeto destas seis fotos.
A Paróquia foi fundada em 28 de agosto de 1938, tendo comemorado seu Jubileu de Prata em 1963, conforme registra a placa de bronze alusiva, que traz a marca de Hary Iserhartd, de Cachoeira, o provável fundidor. Nela constam os nomes de Dom Antonio Reis, criador da Paróquia; Dom Luís Vítor Sartori, Bispo Diocesano; Pe. Aparício M. de Oliveira, Primeiro Pároco e Pe. Darci Fernandes, Pároco.
Outra placa, de granito, homenageia o 1º Centenário da Diocese de Santa Maria, criada em 15 de agosto de 1910, pelo Papa São Pio X. Também consta o registro do atual Sumo Pontífice, Papa Bento XVI, e de Dom Hélio Adelar Rupert, Bispo Diocesano.
A Igreja tem uma nave central ao fundo da qual o altar-mor comporta as imagens do Sagrado Coração de Jesus, tendo à direita, em nível inferior, a imagem de N. S. da Conceição e à esquerda a imagem de São José.
As duas naves laterais ostentam sobre o altar, as imagens de Santa Terezinha (nave do lado esquerdo) e de São Judas Tadeu (segundo a minha interpretação), na do lado direito.
Em oito vitrais, sendo quatro de cada lado, vemos as figuras de Nossa Senhora Medianeira, São José, Sagrado Coração de Jesus, Sagrado Coração de Maria, Santa Tereza do Menino Jesus, São Paulo, Santo Anjo da Guarda e São Francisco de Assis. Em outro vitral, à esquerda de quem entra, junto ao batistério, vemos Santa Maria Goretti. Sobre as portas laterais há mais dois vitrais (um sobre cada uma), mas apenas com alegorias decorativas.
É um belo templo, com linhas sóbrias, sem requintes, mas sem sombra de dúvida muito bonito.
- continua -

Restinga Seca - I

IGREJA EVANGÉLICA




Vinha pela RST-287 quando deparei-me com a indicação de que estava próximo de Restinga Seca. Centenas de vezes eu já havia passado por ali e nunca tomara a direção daquela Cidade.
Quase que instintivamente entrei à direita, na RST-149 e me surpreendi com a qualidade da estrada. Tem trânsito pouco intenso e embora um tanto estreita, é bem sinalizada e o leito, todo asfaltado, é de altíssima qualidade.
Pouco adiante encontro, à esquerda, esta graciosa igreja. O dia estava bonito, ensolarado, céu limpo e uma bela luminosidade. A igrejinha se localiza em uma área verde bastante agradável.
Das diversas fotos que fiz dela, escolhi estas três para começar a contar-lhes um pouco do que vi em Restinga Seca, a Cidade natal de Iberê Camargo, um dos grandes artistas plásticos brasileiros.
- continua –

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Auxiliadora - IV (Final)

IGREJA DE NOSSA SENHORA AUXILIADORA

(4)











Imagino que não precisamos fazer comparações nem buscarmos similitudes com as obras magníficas de outros países, para valorizarmos as nossas. E digo isto depois de conhecer por dentro a Igreja Auxiliadora, que eu ainda não conhecia. Ela é linda! É solene sem ser austera. É clara, luminosa, sem o peso das pinturas, sem os lustres imensos, sem a sofisticação de que algumas pessoas devem sentir falta mas que a mim satisfaz plenamente.

Diz o folheto que consegui na Secretaria da Paróquia, que a nave tem 38 metros de comprimento, 18 de largura e 18 de altura. A Capela-mor tem 10 metros de comprimento e onze de largura. Dados técnicos à parte, o que importa é mostrar aqui um pouco do que registrei durante minha visita a esta Igreja que a partir de agora torna-se para mim um ícone, ao qual me reportarei sempre com veneração e entusiasmo.

Descobri-la valeu a pena. Fotografá-la foi gratificante.

* * *

Meu agradecimento às Sras. Suzete e Oneida, da Secretaria Paroquial e à Sra. Neusa Candiotto, organista, pela atenção com que me receberam e pelas informações, folhetos e demais materiais com os quais gentilmente me supriram.

* * *

sábado, 18 de setembro de 2010

Auxiliadora - III

IGREJA DE NOSSA SENHORA AUXILIADORA
(3)














Este templo, que considero um dos mais bonitos de Porto Alegre, foi construído no estilo greco-romano. Sua idealização deve-se ao Monsenhor Leopoldo Hoff e o projeto, inspirado na arquitetura da Igreja de Santa Madalena, em Paris – La Madelaine – é do arquiteto Victorino Zani. A pedra fundamental foi lançada no dia 4 de outubro de 1953 (e não em 4 de abril, como escrevi na postagem anterior) e a inauguração e consagração ocorreu no dia 15 de outubro de 1961 presidida pelo Cardeal Dom Vicente Scherer. A construção da torre teve início em 1971 e foi concluída em 1973, sob a supervisão do engenheiro Ildo Luiz Candiotto.

As fontes que encontrei e que falam sobre a Igreja Auxiliadora, nos dão conta de que ela “imita o templo francês”. Sou leigo em arquitetura, mas permito-me discordar disto, já que ela é bem mais singela, não possuindo como aquela o luxo, os belíssimos afrescos dos domos, os entalhes, as estatuárias, as portas de bronze, um órgão que àquele se assemelhe, nem está envolta nas colunas gregas – são cinqüenta e duas, cada uma com a altura de 20 metros – que La Madelaine tem. Não é, portanto, uma imitação, nem ao menos cópia singela, pois são templos bem diferentes. Apenas foi inspirada nela.