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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Evocando os fundadores


PRAÇA DOS AÇORIANOS







Na Praça – ou Parque - dos Açorianos encontramos o Monumento em aço, obra do escultor porto-alegrense Carlos Tenius, construído em 1973. A majestosa alegoria homenageia os casais açorianos que fundaram a Cidade, aqui chegados em 1752. Tem 17 metros de altura e 24 de comprimento, representando uma caravela composta por figuras humanas entrelaçadas, tendo à sua frente um ser alado que evoca Ícaro, e que represente a Vitória.

A Praça localiza-se no início da Cidade Baixa e destaca, em seu conjunto, a “Ponte de Pedra” construída por escravos a partir de 1825, sobre o Arroio Dilúvio (mais tarde tendo seu curso retificado e desviado), para ligar as chácaras do sul com o Centro. Atualmente seus pilares em arco repousam sobre um espelho d’água.

No seu entorno e nas imediações aparecem também, com destaque, os edifícios do Centro Administrativo do Estado, a sede da “OAB” (Ordem dos Advogados do Brasil), o DAER (Departamento de Estradas do Estado) e diversos outros. Daí, olhando-se para o alto da colina da Praça da Matriz, vê-se a cúpula da Catedral Metropolitana, como aparece na terceira e na última foto.

Evandro

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Bom Fim

UM BAIRRO PITORESCO

A história do Bairro Bom Fim teve início no final dos anos 1700 quando não passava de uma área destinada a abrigar o gado que era trazido para o abastecimento local. Foi chamado primeiramente de Campos da Várzea. Com a construção da Capela do Senhor do Bom Fim, entre 1876 e 1872, passou a denominar-se Campo do Bom Fim. Até o final do século XIX não passava de uma pequena povoação com raríssimas casas, algumas chácaras e sítios e mata nativa, muitas vezes utilizada como refúgio de escravos.

A partir de 1888, muitos desses escravos, já libertos, mas não tendo para onde ir, foram se abrigando na região, daí se originando o nome de Campo da Redenção, alusão feita à abolição da escravatura, devida a Lei Áurea da Princesa Isabel, “a Redentora”.





Na segunda década do século XX, começaram a chegar as primeiras famílias judaicas em Porto Alegre, que se instalaram nas imediações da Avenida Bom Fim, atual Av. Osvaldo Aranha desde 1930, e em suas transversais como a Rua Santo Antônio, a Rua Silveira Martins, hoje Rua Gen. João Teles e a Rua Dom Afonso que, posteriormente, chamou-se Ramiro Barcelos. A comunidade judaica foi construindo suas casas, seu templo de oração – Sinagoga - pequenos comércios e oficinas que, mais tarde, vem a formar um bairro residencial e comercial, especialmente equipado por lojas de móveis. Desde 1944, o Hospital de Pronto Socorro funciona nas esquinas das avenidas Venâncio Aires e Osvaldo Aranha. No que se refere a lazer e cultura o Bom Fim sempre apresentou um perfil bastante diversificado. Em 1931, foi inaugurado o cinema Baltimore, localizado na Av. Osvaldo Aranha, com instalações modernas e confortáveis, apresentando filmes sonoros, novidade para época. Muitos bares e restaurantes tradicionais como O Fedor, freqüentado pela comunidade judaica que se reunia para trocar idéias, o Bar João e a Cia das Pizzas. O mais antigo era o Bar e Restaurante Minas Geraes. Nas décadas de 70 e 80, tivemos o auge da música que referenciava o Bom Fim, pelas composições de Nei Lisboa e Kleiton & Kledir. É lembrado até hoje por sua boemia e intelectualidade. Foi reconhecido como bairro através da Lei 2022 de 7/12/1959, ficando limitado pela Avenida Osvaldo Aranha, da esquina da Rua Sarmento Leite até a Felipe Camarão, até a Rua Castro Alves, sempre paralelo a Avenida Independência.”

Não podemos esquecer, também que uma das maiores personalidades deste Bairro foi Moacir Scliar, nosso grande escritor, cronista, romancista e ensaísta porto-alegrense, médico sanitarista, professor universitário, Imortal da Academia Brasileira de Letras, aqui nascido em 23 de março de 1937 e falecido recentemente, em 27 de fevereiro de 2011.

Fiz estas fotos numa manhã de domingo, após uma noite chuvosa. Nelas mostro:

- Cenas do “Parquinho da Redenção” onde se estendeu uma faixa anunciando a tradicional Festa Sionista na (rua) João Telles;

- o Mercado Bom Fim, ponto tradicional da esquina da Av. Osvaldo Aranha com a Av. José Bonifácio com suas bancas que vendem flores, revistas, e artesanato, e que conta também com barzinhos tradicionais, ideais para se tomar uma cerveja e conversar.

- Monumento comemorativo ao Centenário da primeira Imigração Judaica para o Brasil, oferecido à Cidade pela Federação Israelita do RS, e inaugurado no dia 18 de outubro de 2004.


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Fontes do resumo histórico:

Site “OBSERVA-POA

Site “A REDENÇÃO” 

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Antonio Caringi


MONUMENTO AO EXPEDICIONÁRIO


Este monumento situa-se no Parque da Redenção, em Porto Alegre, com a frente voltada para a Avenida José Bonifácio.

O projeto de sua construção foi elaborado a partir de 1946, com o objetivo de homenagear a Força Expedicionária Brasileira – F.E.B. – que participou da Segunda Guera Mundial, e sua criação é do escultor pelotense Antonio Caringi (25-Mai-1905 – 30-Mai-1981).

A estrutura do monumento é de granito, em forma de arco duplo, tendo em sua volta esculturas em relevo, também em granito, representando os combatentes das três Armas – Exército, Marinha e Força Aérea – e destaca, na face voltada para o Parque, esta estátua em bronze inspirada em Atena, representando a Vitória.


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Antonio Caringi erigiu diversos outros monumentos, todos de grande porte, como a Estátua eqüestre de Bento Gonçalves e a Estátua do Laçador, em Porto Alegre, o belo Monumento Nacional ao Imigrante, em Caxias do Sul, e o Monumento ao Soldado Farroupilha, em Pelotas.

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domingo, 15 de maio de 2011

Um novo destino

A CIDADE DO RIO GRANDE / I


Até poucos dias atrás eu não conhecia a parte sul do meu Estado. Minhas andanças naquela direção chegavam apenas à Cidade de Tapes. Daí “para baixo” tudo era incógnita e suposições. 

Eu almejava conhecer Rio Grande, detentora de uma imensidade de construções e monumentos que constituem um patrimônio artístico e cultural incomensurável. Distante uns sessenta quilômetros de Pelotas, é a cidade mais antiga do Estado. Foi fundada em 19 de fevereiro de 1737 pelo Brigadeiro português José da Silva Paes, em homenagem do qual ergue-se na Praça Xavier Ferreira um dos monumentos mais magníficos dos muitos que tenho fotografado. 




Minha permanência em Rio Grande, ou melhor, na Cidade do Rio Grande, foi de apenas três dias, mas asseguro-lhes que para conhecer – e fotografar - aquela Cidade belíssima, eu precisaria de pelo menos um mês.

Com esta postagem começo a mostrar um pouco do que vi e registrei lá. Não sei quanto tempo precisarei dedicar à publicação destas fotos, pois são muitas e a seleção deverá ser demorada. De qualquer modo começo hoje com as primeiras que fiz, junto ao cais onde se concentram barcos de pesca e embarcações de turismo e de transporte normal para São José do Norte, do outro lado da Lagoa dos Patos. 

É um lugar bucólico, amplo e agradável, no qual as possibilidades para boas fotos são imensas.



O memorial das quatro fotos do início, é um monumento construído com três blocos de pedras, sob o qual encontra-se uma placa em granito com estes dizeres: 

Agradecimento do Governo do Estado do Rio Grande do Sul à contribuição japonesa na formação do povo gaúcho.” / “Memorial em homenagem ao cinqüentenário de imigração japonesa no Rio Grande do Sul. Rio Grande, 18/08/1956” / “Germano Rigotto, Governador do Estado do Rio Grande do Sul. Rio Grande, 18 de Agosto de 2006”. 

Sob o texto em japonês há a seguinte tradução: “Takeo Kawamura / Deputado / Câmara dos Deputados do Japão / Secretário-geral do Grupo parlamentar Japão-Brasil” e ao lado direito, sob a legenda em japonês, a inscrição “Grandes Aspirações”.



- continua - 

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Ipanema - III

MONUMENTO A OXUM






Oxum – ou Mãe Oxum – é um orixá feminino na cultura africana. É a dona da água doce e de todos os rios. É representada na figura de uma delicada e bela mulher adornada com ricos vestidos, portando um espelho onde se reflete. É vaidosa e gosta de jóias, colares, todos os tipos de adornos, perfumes, etc. É o orixá do amor, da beleza, da fortuna e do poder. Sua cor preferida é o amarelo ouro.

Este belíssimo monumento é uma escultura em ferro, obra do escultor Beto Babão, realizada com recursos da Comunidade Africanista e Umbandista, e foi inaugurado em 8 de dezembro de 1999. Destaca-se na paisagem do Calçadão de Ipanema, atraindo a atenção de quem por ali circula e a veneração de todos os devotos da Religião Africana.

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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Restinga Seca - VI (final)

UMA CRUZ ILUMINANDO O CAMINHO DE REGRESSO







Regressei de Restinga Seca com uma sensação alegre. Estava feliz e convicto de que voltar lá será bom, muito bom. As pessoas são gentis. A Cidade é bonita e bem organizada. Além disto deixamos, certamente, de ver muitas coisas interessantes, como o balneário do Passo das Tunas, um monumento à Imigração Alemã, o Santuário e a zona rural, que imagino possuir paisagens surpreendentes.
Vinha pensando nisto quando a uns sete quilômetros e meio do Centro, na RST-149, à minha direita, num ponto mais elevado e próximo a uma curva da estrada (que depois fiquei sabendo chamar-se Lomba Alta) encontrei esta cruz, perto da qual encontra-se uma singela e graciosa capelinha.
Estacionei num acostamento bem protegido e fui vê-las de perto. Nos sites que andei garimpando, ela tem o nome de Cruz Jubilar Luminosa, mas é só o que consta. Não há menção sobre a capelinha nem maiores informações. Entretanto, penso que de momento elas são dispensáveis pois as fotos dizem muito.
Assim, encerro “jubilosamente” esta série, compartilhando com vocês parte do que Restinga Seca me deu de presente e que agora procuro retribuir do modo que me é possível: mostrando um pouco do que vi e registrei e afirmando que vale a pena visitá-la. Se puderem, não deixem da fazê-lo. Asseguro-lhes que vão gostar tanto quanto eu.
Evandro
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Meu abraço fraterno ao Sr. Eri Foletto, veterano fotógrafo restinguense, pela acolhida cavalheiresca, e sinceros agradecimentos ao Sr. Ivo Curcino da Silva, Diretor do Jornal “Tribuna de Restinga”, cicerones da mais alta estirpe. A eles, todo o carinho pela fidalguia.
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Alguns links que vocês gostarão de conhecer:

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Restinga Seca - III

A PRAÇA






Viajo com minha mulher, - esposa, companheira, parceira e cúmplice de dezenas (ou centenas?!...) de outras excursões.
Estamos na Praça Domingos Mostardeiro. Tranqüila. Bucólica. Um lugar próprio para sentar e ficar olhando o tempo passar. Pessoas simpáticas circulam sem pressa. Cumprimentam-nos gentilmente.
Encontramos o Sr. Eri. Aposentado. Fotógrafo. Conversamos. Ele nos conta uma porção de coisas sobre a Cidade. Trocamos informações. Então, aproxima-se de nós o jovem jornalista e Diretor do Jornal “Tribuna de Restinga”. Somos apresentados. Seu nome é Ivo. Fico com seu cartão e a partir de agora poderemos nos comunicar com freqüência, pois temos muito em comum.
E a praça? É linda. Nada de sofisticação, nem jardins suntuosos, nem estátuas eqüestres e de heróis lendários tão abundantes nos grandes parques e cidades do mundo. Sua beleza está na simplicidade. Na singeleza com que seu clima acolhedor nos recebe. Poucas esculturas e monumentos, mas o bastante para reverenciar personalidades importantes e merecedoras do louvor que se lhes dá e da honra que conquistaram.
- continua -