Mostrando postagens com marcador Flores. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Flores. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Novas imagens esparsas

 
AFINIDADES?
 


 
 
Eis aqui mais cinco fotos que não têm relação muito próxima umas com as outras. São daquelas que a gente tira e guarda, esperando aproveitar um dia. Algumas terminam caindo no esquecimento. Outras têm um pouco mais de sorte e quando menos se espera se mostram para o mundo.
A partir de agora, fazem parte do “meu jardim”.
Evandro

sábado, 25 de dezembro de 2010

Nossa árvore do verão - II

O FLAMBOYANT DO PARQUE MARINHA






Daqui a algum tempo estas flores cairão. Durante um ano o Flamboyant voltará a ser verde sem, contudo, perder a sua graça, a delicada imponência e o encanto que faz dele uma festa para os olhos.

Enquanto isto não acontece, aproveito para abrigar-me sob a imensa ramada e brincar de olhar os pequeninos fragmentos de céu que conseguem se insinuar entre os raros espaços das inflorescências.

Quando outro dezembro vier, a nova floração anunciará que o verão está de volta, trazendo a alegria esfuziante das cores e o prazer quase pueril que nos propicia a simples contemplação de tal espetáculo, magnífico e apoteótico em sua profunda e mágica simplicidade.

* * *

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Nossa árvore do verão - I

O FLAMBOYANT DO PARQUE MARINHA






Esta árvore reina absoluta em dezembro, na minha Cidade. É exótica, alienígena, pois sua origem é a Ilha de Madagascar, mas já estamos tão acostumados com o seu encanto que a consideramos como se nossa conterrânea fosse. Não saberíamos mais viver sem ela. Não sei quando foi trazida para cá, mas é uma das mais belas que Porto Alegre possui dentre as inúmeras espécies de sua flora.

Quando os amarelos, roxos e azuis dos ipês, o rosa das extremosas e o branco dos jacarandás já não colorem mais a paisagem, e quando as flores douradas das canafístulas ainda não desabrocharam, o vermelho dos flamboyants predomina em todos os recantos, do Centro aos bairros mais afastados.

Nos parques e nas praças, nas ruas, nas esquinas, nos pátios e quintais, contam-se às centenas, se não aos milhares, os exemplares de que dispomos.

Esta que mostro nas fotos localiza-se no Parque Marinha do Brasil. É uma dentre diversas outras ali existentes e, para mim, a mais bonita de todas. Fica bem próxima ao movimento intenso da Avenida Borges de Medeiros. Fotografei-a de todos os ângulos, mostrando-a só, na companhia da escultura sem título de Xico Stockinger e em contraste com os edifícios do outro lado da Avenida, quando, sob ela, encontrei “a moça que meditava”.

- (continua) -

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Contemplações

A ÁRVORE E A MOÇA







Parque Marinha do Brasil. Próximo do meio-dia.

De longe já tive a atenção chamada para a bela árvore florida que dominava o cenário, ofuscando tudo o mais que havia à sua volta.

Preparei a câmera. Então percebi que sob a copa enflorada havia uma moça. Estava em profundo recolhimento. Meditava. Seu espírito provavelmente flutuava por universos incompreensíveis para um simples mortal.

Apesar do movimento e do ruído urbano ao redor, permanecia ausente da dimensão onde eu me encontrava. Seu mundo estava distante dali, embora a sua presença física completasse, com extrema e feliz oportunidade, o quadro que se oferecia ao meu olhar.

Não ousei me aproximar mais. Não era meu direito invadir sua privacidade nem perturbar o seu êxtase. Com um sentimento de quase culpa, acionei timidamente o zoom e fiz a primeira foto.

Depois fiz mais cinco, de um ponto discreto onde a minha presença não lhe quebrasse a concentração.

Por mais alguns instantes a moça sem nome e sem rosto enfeitou, sem saber, as minhas fotos. Então levantou-se e seguiu seu caminho, deixando comigo as imagens que talvez nunca saberá que eu fiz.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Parque Knijnik - 2/2

PARQUE GABRIEL KNIJNIK
- 2 -
Conclusão









Espécies diversas de flora e fauna podem ser encontradas no Parque. Consta que em sua área de abrangência e nas imediações existem ouriços, cobras coral e jararaca, aranhas caranguejeiras e armadeiras, bugios, lagartos, sabiás-laranjeira, tico-ticos, pica-paus e rabos-de-palha, entre outros exemplares de sua fauna. A flora também é variada, contando com árvores frutíferas - pitangueiras, pereiras, ameixeiras e jabuticabeiras – e outras espécies nativas e exóticas, dentre estas últimas o pinheiro-americano (Pinus elliottii).
No livro “Porto Alegre de Muitos Parques”, editado pela Editora Viver no Campo, 1ª Edição, Porto Alegre, RS, 2008, página 58, há uma descrição detalhada da flora local, junto com a informação de que “A área do parque abrange cinco formações fitofisionômicas, sendo elas: mata higrófila, mata subxerófila, banhado, vegetação arbóreo-arbutiva de campos pedregosos e vassoural”.
O Parque foi originalmente sítio e área de lazer de propriedade do engenheiro civil Gabriel Knijnik. Doado ao Município, em testamento, o proprietário expressou o desejo que ele fosse preservado e transformado em parque municipal. A incorporação às áreas verdes da Cidade ocorreu em 1997 e sua inauguração oficial tem a data de 27 de outubro de 2004.
* * *

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

E por falar em jardins...


É comum ouvir-se pessoas dizerem que gostariam de ter um jardim, mas falta-lhes espaço para cultivá-lo. Não o fazem porque o terreno de que dispõem é pequeno, ou moram em apartamento, ou... Desculpas não faltam para explicar a falta de criatividade, de talento ou de vontade real. Mas imagino que aquelas que, verdadeiramente gostam de flores, sempre encontram uma maneira de compensar as pequenas dimensões de terra e conseguem criar em áreas bem pequenas recantos graciosos e de grande beleza.

Estas oito fotografias registram alguns fragmentos de jardim que é cultivado com carinho por uma pessoa que conheço e que se dedica às suas flores – entre elas as rosas, pelas quais é apaixonada – com carinho maternal.

Espero que gostem destes registros. Eu gostei de tê-los feito e acho que vale a pena mostrar.

Evandro

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Não sei os nomes...

... MAS GOSTO DELAS - II

"Para que nomes? Era azul e voava..." (Mário Quintana - O Visitante Matinal – in "Preparativos de Viagem", pág. 63 - 2ª edição, Editora Globo, RJ, 1989)








As fotos que eu não publico acabam arquivadas e, via de regra, terminam esquecidas. Mas o Anjo Malaquias, como já fez outras vezes, me tirou do aperto e trouxe a inspiração de que eu necessitava para salvá-las do degredo perpétuo.

Graças a ele, aqui estão as "fotos sem nome" que decidi mostrar a vocês, apesar de tudo. Quanto à cobrança, por favor, não a façam! Eu não sei os nomes, mesmo. Mas vou pesquisar e ver se aprendo alguma coisa sobre botânica, pois até hoje, embora eu goste muito delas, não sei fazer distinção, por exemplo, entre uma rosa e outra já que são inúmeras as espécies, e para mim tudo é "flor". Simplesmente.

Evandro

* * *

(*) Meu outro blog:
"SAPATOS E CATAVENTOS"
http://anjomeninopoeta.blogspot.com/

Não sei os nomes...

... MAS GOSTO DELAS - I


"Para que nomes? Era azul e voava..." (Mário Quintana - O Visitante Matinal – in "Preparativos de Viagem", pág. 63 - 2ª edição, Editora Globo, RJ, 1989)








Um dia eu teria que publicá-las. Assim, recentemente resgatei de meus arquivos e reuni estas fotos que tenho garimpado por aí, em minhas andanças. Só depois da edição é que lembrei que faltava identificá-las com os nomes das flores correspondentes, pois se publicasse sem mencioná-los, vocês, certamente, iriam me cobrar.

Até que redigindo o texto para a próxima atualização do meu blog "Sapatos e Cataventos", (*) deparei-me com a citação que faço na epígrafe, obra de nosso inesquecível Mário Quintana.

Imagino que entre elas deve haver duas orquídeas, mas é só! Quanto às demais, andei pesquisando em catálogos e na internet para ver se encontrava parecidas, que eu pudesse comparar, mas não dei sorte.


Com o grande poeta aprendi o que – embora os temas das minhas fotografias (ainda) não voassem - bem poderia ser aplicado a elas: nem sempre os nomes são o mais importante. Para ele, o Poeta, o que importava era a poesia. Para mim – pelo menos momentaneamente – é a imagem.


- continua –