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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

A Praça XV e seu entorno - I

NO CORAÇÃO DA CIDADE





1. O CHALÉ - Construção quase centenária (data de 1915) o chalé da Praça XV sempre foi, desde os seus primórdios, um dos principais cartões postais da Cidade. Ponto de encontro de famílias tradicionais e de boêmios, é lugar de visita obrigatória para quem deseja conhecer o verdadeiro “clima” porto-alegrense.
Recentemente, necessitando de manutenção, foi restaurado e recebeu um anexo, próximo ao Abrigo dos antigos bondes. Recebeu iluminação nova que valoriza o seu visual. Ficou bonito e apesar das inovações (o anexo é bem moderno, envidraçado) não sofreu nenhum prejuízo em sua imagem tradicional.
Abriga – desde longos anos – um excelente restaurante com cardápio internacional e serve ótimos petiscos, além de chope maravilhoso. É um dos melhores locais do Centro de Porto Alegre para a “happy hour”.

2. O LARGO E O MERCADO - Têm recebido bastantes cuidados da Prefeitura Municipal. Mesmo durante o dia, com grande circulação de pessoas, o local é aprazível e tem se caracterizado pela limpeza e pela ordem.

3. A PRAÇA – Dentro do projeto de restauração do Centro Histórico, a Praça XV está recebendo um tratamento especial. Mesmo em obras, oferece algumas boas perspectivas para fotos interessantes.

4. A PREFEITURA MUNICIPAL – Prédio projetado pelo arquiteto Luís Carrara Colfosco, começou a ser construído em 1889. Foi inaugurado em 1901. Seu estilo tem influências neoclássicas, apresentando na fachada diversas esculturas inspiradas no Positivismo. Localiza-se na Praça Montevidéu, largo à sua frente, onde se encontra a histórica Fonte de Talavera.

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segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Crepúsculo na Praça - II

SANTA MARIA E A PRAÇA







Raras vezes nos damos conta de que é em torno da Praça, e dentro dela, que a vida da Cidade acontece. À luz do dia o movimento é intenso, agitado, efervescente. O comércio diversificado, os bancos, os pontos de passagem obrigatória, tudo colabora para levar as pessoas a circularem pela Praça ou pelas imediações dela.

Quando anoitece, a Praça tende a se tornar um lugar tranqüilo, convidativo para um encontro, uma ida ao Theatro, um passeio descompromissado e agradável.

A Praça Saldanha Marinho é assim. Belas construções antigas, o Theatro Treze de Maio, o Shopping Independência – em prédio onde funcionou o Cine Independência, – o antigo Forum, lancherias e outros atrativos formam um conjunto harmonioso que revela uma face pitoresca e alegre desta Cidade que sente orgulho de ser feliz.

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Crepúsculo na Praça - I

SANTA MARIA E A PRAÇA






A praça. Os monumentos. O chafariz e o quiosque. Santa Maria, inverno, meados de julho. Neste período do ano a transição entre o crepúsculo e a noite é rápida. Em poucos minutos a luz do dia é substituída, sutilmente, pela iluminação pública e pelos letreiros luminosos da Cidade Universitária. Não é uma luz intensa, mas o bastante para criar um ambiente bucólico, misto de “happy hour” e melancolia.

Uma etapa do dia chega ao fim, enquanto outra tem início. O comércio vai fechando as portas. As pessoas apressadas atravessam a Praça, umas na direção dos pontos de ônibus que as levará de volta para casa, outras dos muitos cursos noturnos sempre concorridos.

É bonito observar-se a Praça Saldanha Marinho e suas adjacências nesses momentos. É gratificante investir alguns minutos para apreciar o movimento, principalmente quando se tem à mão uma câmera fotográfica e uma vontade enorme de mostrar isto em imagens que dizem muito mais do que as palavras.

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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Quando o livro é uma festa









Este ano a Feira do Livro de Porto Alegre promove a sua 55ª Edição. São cinqüenta e cinco anos trazendo à Praça não apenas a literatura – tendo o livro como símbolo – mas a Cultura, pois dela também fazem parte a música e o teatro, entre outras manifestações artísticas, além dos tradicionais encontros entre os escritores e poetas de todos os estilos e tendências, sessões de autógrafos, oficinas literárias, conferências, palestras e tudo mais que se possa imaginar.

Em seus primórdios a Feira ocupava alguns espaços ao ar livre na Praça da Alfândega. Com o passar do tempo, cresceu. Expandiu-se de tal forma que nos anos recentes já se espalha por uma área imensa, atingindo hoje os armazéns do Cais do Porto.

Visitar a Feira, passear pelos estandes, garimpar preciosidades nos “balaios”, folhear os lançamentos recentes, encontrar pessoas conhecidas e desconhecidas, entrar na fila dos autógrafos... tudo é imensa alegria para os olhos e deleite para o espírito.

Por tudo isto, o livro – o grande homenageado – não apenas faz a festa, mas é a própria festa.

Evandro

domingo, 2 de agosto de 2009

Bravo!!!...

QUE GRANDE ESPETÁCULO!




É quando o dia se despede e começa a dar lugar à noite que logo vem. O sol que nos acompanhou desde o amanhecer, continua sua eterna peregrinação e vai iluminar outras plagas, envolvendo-as na sua luz e no seu calor.

Que grande artista ele é! Mesmo depois da prodigiosa performance que teve como o maior "astro" do elenco, como o solista absoluto desta maravilhosa sinfonia que nos reprisa todos os dias, sua saída de cena é sempre apoteótica. E numa última reverência à platéia embevecida, este virtuose proporciona-nos um último espetáculo, acenando-nos com a promessa de que daqui a algumas horas estará de volta ao palco, para nosso júbilo.

Boa noite, irmão Sol!...

Evandro

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Às vezes a gente descobre

"LÁPIS CAFÉ"
UM POUCO DE NOSTALGIA







Crianças são fascinadas por coisas coloridas. A cor atrai, encanta, inspira. E muitas vezes, depois de grandes, nos desperta reminiscências. As cores que nos embalaram a infância acompanham nossas imagens oníricas mesmo quando estamos despertos. 

Colecionar objetos - talvez um simples passatempo... Quem sabe, o desejo inconfesso de possuir algo. Se não o mundo, pelo menos uma pequenina parcela dele. Para nós. Só para nós. Para o nosso deleite. E quem, quando menino, não colecionou algo? Ou pelo menos não reuniu algumas peças que mais lhe chamavam a atenção? 

Nesses tempos ditosos que já se perdem nas brumas do passado, eu colecionava lápis. Melhor, ajuntava lápis. Iam todos para uma antiga caixa de madeira que fazia parte do meu acervo. Não eram muitos os brinquedos que eu tinha. 

Naquela caixa permaneciam ocultos dos demais olhares. Eram meus. Só meus! Vez por outra eu a abria e os colocava sobre a mesa ou na cama, só para vê-los. Para tocá-los. Para brincar com eles. 

Eram coloridos. Uns traziam publicidade de alguma empresa, ou marca famosa. Outros, simplesmente tinham cor, embora não fossem lápis de cor. Só grafite. Preto. Com os quais, algumas vezes, em ensaiava meus rabiscos. Minhas eternas garatujas. Depois voltavam para a caixa, longe dos olhares invejosos de alguém que pudesse surrupiá-los de mim. 

Os meus lápis!... Onde andarão os meus lápis de menino!?... 

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Dia desses eu os reencontrei. Claro que não são os meus, mas de alguém que os aprecia tanto quanto eu. Só que "no meu tempo" eu não sabia o que fazer com eles. Agora estão ali. Lindos! Arrumadinhos, conservados, envidraçados, emoldurados. Não mais ocultos aos olhares cobiçosos, mas bem à vista, como numa exposição de arte. Aliás, ali é uma exposição de Arte. A mais autêntica. Que vale visitar. Que precisa ser divulgada, vista e degustada com calma. Acompanhada, por que não? de um bom café, cheiroso como aquele que as avós faziam nos tempos da infância. 

É isto aí, Rogério. Gostei do teu "Lápis Café". Muito. Demais. Não tomei o café, ainda, mas em compensação deliciei-me com a harmoniosa beleza dos lápis que colecionaste. É de dar água na boca. O teu café e os lápis. Qualquer dia eu volto. Pode anotar. 

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O "Lápis Café" fica no Shopping Total, na esquina da Alameda das Artes, bem em frente à chaminé da antiga Cervejaria Continental. Nele há dois ambientes, o do café, com seus petiscos e o da livraria. O local é agradável e acolhedor. O Shopping localiza-se nos belíssimos prédios que pertenceram à Cervejaria Brahma, na Avenida Cristóvão Colombo.

Evandro