Mostrando postagens com marcador Museus. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Museus. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 8 de março de 2010

IVOTI - RS / I

IVOTI – RS

Ivoti é uma cidade pequena, muito bonita, distante menos de sessenta quilômetros de Porto Alegre. Diz o mapa que são 55 km, mas não marquei. Cheguei a ela passando por Novo Hamburgo e Estância Velha. Situa-se numa área de 75 km2 e possui 18 mil habitantes.

O Município foi distrito de Estância Velha até 19 de outubro de 1964, data de sua criação através da Lei 4798, assinada pelo Governador do Estado, Dr. Ildo Meneghetti.

É denominada “Cidade das Flores”, tendo seu nome, Ivoti, origem no tupi-guarani “ipoti-catu”, que significa flor. O nome também identifica a Cidade com a tradição cultuada por seus habitantes, de plantar flores em frente a suas casas.

Há muitos lugares bonitos e interessantes para serem apreciados. De uma série de mais de duzentas e cinqüenta fotos que fiz, selecionei trinta que publico agora.

Estas primeiras oito mostram um pouco do que registrei na Ponte do Imperador e nas imediações do núcleo de casas Enxaimel, localizadas na Feitoria Nova.


Ponte do Imperador (acima) é uma belíssima construção em estilo romano sobre o Arroio Feitoria. É tombada pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e foi construída em 1855, sendo o seu nome uma homenagem ao Imperador Dom Pedro II que destinou a verba para a sua edificação.


As fotos seguintes mostram casas típicas que compõem o acervo ar- quitetônico do Núcleo. A primeira delas, bem junto ao Arroio, está bem conservada e, provavelmente é habitada. As duas seguintes são de 1907, estando uma em quase ruínas. A Outra, a “Casa Amarela”, tem a arquitetura muito parecida com aquela e foi restaurada em 2008, depois de ter sofrido um incêndio em 2005.

* * *

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

As Luzes do Meu Jardim - I

UM PORTO (MAIS) ALEGRE
1º Mo(vi)mento

Minha Cidade, à noite, nem sempre é muito iluminada. Refiro-me a luzes que lembram festa, que realçam a arquitetura dos muitos prédios públicos e históricos, que dão colorido especial às ruas, praças e outros logradouros. Sob este ponto de vista, a minha Porto Alegre é um pouco "desligada" (e que este segredo fique apenas entre nós).  

Nestes últimos dias tenho registrado algumas imagens que não são, exatamente, aquelas que sempre prefiro – paisagens, luz natural, o verde das praças e jardins, o colorido das flores e da vegetação que, neste meu jardim, são abundantes. Dentre estas imagens, selecionei algumas que agora passo a mostrar, em três mo(vi)mentos.  

Para começar, eis aqui seis fotos feitas na Usina do Gasômetro, onde já é tradicional a construção de uma Árvore de Natal. A deste ano – nestas fotos – é uma das mais bonitas e mais altas dos últimos tempos. A cada instante suas luzes trocam completamente de cor e dão a ela aspectos bem diferentes daquele anterior.
Mas... quando o final do ano se aproxima e as festas natalinas passam a fazer parte do nosso cotidiano, as coisas mudam. Sair à noite, então, torna-se uma alegria para os olhos. 


- continua -

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Uma Cidade FELIZ


A FELICIDADE MORA AQUI






Estas fotos eu fiz na pitoresca Cidade de Feliz, na Região Metropolitana de Porto Alegre. É uma bonita cidade, situada no Vale do Rio Caí. Pequena, com aproximadamente 12 mil habitantes, fica distante mais ou menos sessenta e seis quilômetros da Capital. 

Feliz, chamada originalmente de Picada Feliz, teve origem em 1888 quando foi elevada a Vila, quando passou a chamar-se Vila Feliz. Posteriormente, em 17 de fevereiro de 1959, foi emancipada em decorrência da Lei Estadual nº 3726, passando a denominar-se como o nome atual de Feliz. 

As seis primeiras fotos são da Igreja Matriz de Santa Catarina, um belo templo. A última foto mostra o Museu Municipal.

Evandro

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Às vezes a gente descobre

"LÁPIS CAFÉ"
UM POUCO DE NOSTALGIA







Crianças são fascinadas por coisas coloridas. A cor atrai, encanta, inspira. E muitas vezes, depois de grandes, nos desperta reminiscências. As cores que nos embalaram a infância acompanham nossas imagens oníricas mesmo quando estamos despertos. 

Colecionar objetos - talvez um simples passatempo... Quem sabe, o desejo inconfesso de possuir algo. Se não o mundo, pelo menos uma pequenina parcela dele. Para nós. Só para nós. Para o nosso deleite. E quem, quando menino, não colecionou algo? Ou pelo menos não reuniu algumas peças que mais lhe chamavam a atenção? 

Nesses tempos ditosos que já se perdem nas brumas do passado, eu colecionava lápis. Melhor, ajuntava lápis. Iam todos para uma antiga caixa de madeira que fazia parte do meu acervo. Não eram muitos os brinquedos que eu tinha. 

Naquela caixa permaneciam ocultos dos demais olhares. Eram meus. Só meus! Vez por outra eu a abria e os colocava sobre a mesa ou na cama, só para vê-los. Para tocá-los. Para brincar com eles. 

Eram coloridos. Uns traziam publicidade de alguma empresa, ou marca famosa. Outros, simplesmente tinham cor, embora não fossem lápis de cor. Só grafite. Preto. Com os quais, algumas vezes, em ensaiava meus rabiscos. Minhas eternas garatujas. Depois voltavam para a caixa, longe dos olhares invejosos de alguém que pudesse surrupiá-los de mim. 

Os meus lápis!... Onde andarão os meus lápis de menino!?... 

......... 

Dia desses eu os reencontrei. Claro que não são os meus, mas de alguém que os aprecia tanto quanto eu. Só que "no meu tempo" eu não sabia o que fazer com eles. Agora estão ali. Lindos! Arrumadinhos, conservados, envidraçados, emoldurados. Não mais ocultos aos olhares cobiçosos, mas bem à vista, como numa exposição de arte. Aliás, ali é uma exposição de Arte. A mais autêntica. Que vale visitar. Que precisa ser divulgada, vista e degustada com calma. Acompanhada, por que não? de um bom café, cheiroso como aquele que as avós faziam nos tempos da infância. 

É isto aí, Rogério. Gostei do teu "Lápis Café". Muito. Demais. Não tomei o café, ainda, mas em compensação deliciei-me com a harmoniosa beleza dos lápis que colecionaste. É de dar água na boca. O teu café e os lápis. Qualquer dia eu volto. Pode anotar. 

* * * 

O "Lápis Café" fica no Shopping Total, na esquina da Alameda das Artes, bem em frente à chaminé da antiga Cervejaria Continental. Nele há dois ambientes, o do café, com seus petiscos e o da livraria. O local é agradável e acolhedor. O Shopping localiza-se nos belíssimos prédios que pertenceram à Cervejaria Brahma, na Avenida Cristóvão Colombo.

Evandro

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Na Rua da Praia - II


RELÍQUIAS DO CENTRO HISTÓRICO

Continuo na Rua da Praia. Não sei qual o prédio – ou o quê – devo fotografar primeiro. Gosto de procurar aqueles menos vistosos para retratar detalhes que não nos chamam a atenção quando estamos com pressa. Mas hoje, algumas construções mais conhecidas ganham maior evidência pela falta das pessoas e do trânsito intenso que nos dias comuns nos impedem de apreciá-las. 




Como exemplo, acima, o Quartel General da Brigada Militar e seu Museu, em prédio anexo. A beleza das duas construções é indiscutível. Sua preservação é algo que nos renova a esperança de que a nossa história permanecerá preservada. São duas obras primas deste trecho de nossa rua tradicional.



Na seqüência, indo na direção da Praça da Alfândega, situa-se a Casa de Cultura Mário Quintana, aqui retratada em três ângulos. É o antigo Hotel Majestic, onde o Poeta residiu por longos anos e que ficou ligado à sua biografia. Fica na quadra formada pela Rua da Praia (Andradas), Travessa Araújo Ribeiro, Sete de Setembro e General Bento Martins. A travessa que liga a Andradas com a Sete de Setembro, foi batizada com o nome de Travessa dos Cataventos, uma homenagem à obra de Mário Quintana. 

Evandro

terça-feira, 3 de junho de 2008

A nova casa de um gênio

FUNDAÇÃO IBERÊ CAMARGO
O Memorial  






No dia 30 de maio passado, a minha Porto Alegre ganhou um presente de valor inestimável. Bem ali, no final da Av. Padre Cacique, junto ao local de onde se pode apreciar o pôr-do-sol mais bonito que se possa imaginar, foi inaugurado, nesse dia, o memorial onde será guardado e exposto ao público o magnífico acervo de Iberê Camargo. Estive lá poucos dias depois e fiquei impressionado pela beleza e pela grandiosidade da obra. Fiz diversas fotografias do local e escolhi estas cinco para colocar no blog. Penso que elas podem dar uma pálida idéia do que seja a nova casa que abriga, a partir de agora, a Fundação Iberê Camargo. Depois de ver as fotos, quem puder visitar o Memorial certamente concordará que é um lugar impressionante pela ousadia, leveza e harmonia da construção. Vale a pena conferir. 

Evandro