terça-feira, 25 de novembro de 2014

Da terra


RAÍZES, TRONCOS E CAULES

    A terra e as raízes. Troncos de cascas envelhecidas, caules, ramos e ramadas. Folhas e cipós...  O marrom e o verde, ornamentados, vez por outra, com florações amarelas ou vermelhas.  Formas inusitadas, esquisitas que, apesar disto realçam-se pela harmonia e elegância de que se revestem mesmo nos lugares mais improváveis. Umas se escondem, ocultam-se, abstraem-se ao olhar menos atento do passante descuidado. Outras se exibem impudentes sem qualquer receio. Aqui um emaranhado de espécies diversas cuja afinidade não encontra explicação racional. Logo ali, um espécimen isolado dos demais sobressai soberano em seu território restrito. Cores e arranjos, matizes e feitios, tudo mesclado numa desordem surpreendentemente graciosa e coerente que encanta e enternece. 















    Não me questionem sobre seus nomes, ramos, famílias, gêneros, espécies. Isto diz respeito aos botânicos. Não é a minha especialidade. Amanhã, talvez, eu procurarei saber, pois gostando delas como eu gosto, com certeza, qualquer dia, precisarei tratá-las com mais intimidade. Por enquanto permitam apenas que eu as aprecie e fotografe.

Evandro 

sábado, 18 de outubro de 2014

Por terras lusitanas - VII

LISBOA
Feira da Ladra

    Conta-se que no século XIII (provavelmente em 1272), em plena Idade Média, a Feira da Ladra já existia como uma espécie de mercado itinerante. Depois de circular por diversos bairros de Lisboa – esteve no Rossio (1552), na atual Praça da Alegria (depois do terremoto de 1755), e no Campo de Santana (1823) – fixou-se no Campo de Santa Clara, Freguesia de São Vicente de Fora (1882), onde se encontra atualmente.  

    Não há certeza quanto à origem de seu nome. A versão mais aceita é de que já nos primeiros tempos muitos produtos então comercializados tinham procedência duvidosa. Eram, certamente, “afanados”, daí decorrendo a alcunha de “Feira da Ladra”. Entretanto, imagino que a maior parte dessa história não passa de folclore, que a imaginação das pessoas alimenta e, como é comum nesses casos, dão um “charme” especial ao lugar. O fato é que hoje as coisas são diferentes, com comerciantes sérios e reconhecidos pela credibilidade. 














    Funcionando duas vezes por semana, às terças feiras e aos sábados, a Feira é, sem dúvida, uma grande festa colorida, onde entre velharias, badulaques e quinquilharias, encontram-se verdadeiras relíquias que fazem a alegria dos colecionadores, saudosistas e visitantes curiosos.

   Livros, selos, porcelanas, cristais, pratarias, discos e o que mais se possa imaginar, tudo me fez lembrar um pouco o nosso Brique da Redenção, embora a Feira da Ladra não possua a mesma organização e o ar dominical (com músicos, malabaristas, saltimbancos e artistas mil) a que estamos habituados. Pelo menos nos dias em que a visitei não os vi. Ali as coisas me pareceram mais simples, com muitas barracas armadas sem grande preocupação estética e uma imensidade de mercadorias expostas no chão, sobre lonas, cobertas ou estrados. Entretanto, talvez resida exatamente neste "despojamento" e "singeleza" que a caracterizam, o encanto que a Feira nos proporciona. 

    A Feira da Ladra - digo, sem receio de estar errado - é um lugar atraente, pitoresco, rico e variado, que desafia o tempo em sua existência multissecular e merece, indiscutivelmente, ser visitado e conhecido.

Evandro 

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Registrei nuns dias desses...


ENCONTREI PELO CAMINHO 

    Minha primeira publicação neste mês de outubro é para lhes mostrar estas fotos, que selecionei dentre pouco mais de duzentas que fiz em recente viagem a Santa Maria, de onde, após, parti para a Cidade do Rio Grande. Considerando o tempo em que estive fora - mais de uma semana - foram muito poucas fotos. Todavia, obtive algumas das quais gostei bastante, como estas doze: 









    Na seqüência em que estão publicadas, eis o que elas retratam: 


    a) As três primeiras eu fiz na Cidade de Vera Cruz, próxima a Santa Cruz do Sul. É uma casa que sempre me chamou a atenção, mas que retratei pela primeira vez. Bonita, mesmo. Fica junto à rótula que dá acesso à Cidade, ao lado direito de quem segue de Santa Cruz do Sul para Santa Maria. Nela encontra-se o escritório de uma empresa chamada "Terra Fácil". 

    b) A três seguintes são de Santa Maria. Mostram (as duas primeiras) detalhes do interior do belo "Edifício João Fontoura Borges", sede da Sociedade União dos Caixeiros Viajantes / S.U.C.V. e onde, atualmente, funciona Secretaria da Prefeitura Municipal. A outra, é na Avenida Rio Branco, 

    c) Mais três fotos. Desta vez, são da Cidade de Pelotas, RS, onde registrei a Rua Andrade Neves, parte da fachada do magnífico edifício do Clube Centro Português 1° de Dezembro e um detalhe da fachada da Confeitaria "Doçuras de Pelotas". 

    d) Finalmente, um pouco da belíssima Praça Xavier Ferreira, da Cidade do Rio Grande, uma das mais antigas e tradicionais da Cidade. 

    Que tal, gostaram? 

    Qualquer dia trago mais. 


Evandro