sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

A antiga Nova Trento

FLORES DA CUNHA, RS
      Finalmente decidi visitar a Cidade de Flores da Cunha, antiga Comunidade de Nova Trento, na Serra Gaúcha. Foi uma passagem rápida, pois se localiza no itinerário que eu estava percorrendo com destino a Lages, SC, já que esse “pit stop” não havia sido programado. 





 

       Embora tenha me limitado a circular pelo centro, junto à Praça da Bandeira e imediações, tive uma amostra do que deve ser o restante deste belo município de menos de 30 mil habitantes, distante mais ou menos 150 km de Porto Alegre que agora, depois deste breve contato inicial, pretendo conhecer mais detidamente.
      Flores da Cunha foi fundada em 17 de maio de 1924. Pertenceu anteriormente a Caxias do Sul, da qual se emancipou. No dia em que passei por lá fiz estas e algumas outras fotos, no que fui ajudado pelo belíssimo dia de sol.  
       Como mencionei acima, perambulei basicamente pela Praça da Bandeira, na qual se destaca o Leão Alado, símbolo de Veneza, inaugurado em 2013. Há também um recanto cívico, onde estão hasteadas as Bandeiras (do Brasil, do Rio Grande do Sul e da Cidade), além de dois monumentos que homenageiam o patrono General Flores da Cunha e o Capitão Joaquim Mascarello, primeiro Prefeito de 24 Mai 1924 a 29 Set 1928. 















       Em frente à Praça, destaca-se, bela e majestosa, a Igreja Matriz de Nossa Senhora de Lourdes, em estilo gótico, construída de 1904 a 1914. Não entrei nela, mas consta que seu interior é estupendo: seu altar-mor veio da Itália e merece uma visita. Ao lado encontra-se o campanário, construído em basalto entre 1946 e 1949, cuja altura chega a 55 metros.
       Não é muito, o que registrei por lá, mas penso que é o bastante pra dar a vocês, vontade de conhecer, não acham? Eu, de minha parte, voltarei lá em breve. Agora conheço o caminho.
Evandro

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

"Perambulâncias" - II

PORTO ALEGRE 
RECANTOS E ENCANTOS 
- Final - 

     Dando seqüência à publicação anterior, eis aqui mais nove fotos da seleção inicial. A série não se esgota aqui. Pretendo dar prosseguimento a ela em postagens futuras. 

     São fotos feitas em datas diversas - mas relativamente recentes - que retratam pequenos fragmentos desta minha Cidade que não canso de "cantar" do meu jeito. Se as compartilho com vocês é porque sei que vocês também gostam dela. 

     Então, vejam mais estas. Não esqueçam de clicar sobre elas para poderem ver ampliadas, do tamanho original em que as editei. 








       Na ordem em que se encontram na postagem, estão assim identificadas: 

 1 - ANCHIETA - Entrada da BR-290, proximidades da Ponte do Guaíba e avenida Castelo Branco. 

 2 - RUBEM BERTA - Santuário de Nossa Senhora de Fátima, inaugurado em maio deste ano. Avenida Baltazar de Oliveira Garcia. 

 3 - GLÓRIA - Igreja de Nossa Senhora da Glória, na Avenida Professor Oscar Pereira. 

 4 - NONOAI / CAVALHADA - Avenida Dr. Campos Velho ("Faixa Preta"). 

 5 - CAVALHADA - Igreja de Santa Luzia, na Avenida Cavalhada. 

 6 - CAVALHADA - Casa de jogos Wimpar, na esquina da Avenida Eduardo Prado. 

 7 - VILA NOVA - Rua João Salomoni - Ipê florido. 

 8 - IPANEMA - Choperia Bela Dora - Avenida Guaíba. 

 9 - IPANEMA - Calçadão - Avenida Guaíba. Ao por do sol. 

       Por hoje é isto. Qualquer dia desses trago mais fotos. Abraço a cada um 

Evandro

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

"Perambulâncias" - I

PORTO ALEGRE
RECANTOS E ENCANTOS 

       Onde quer que se ande por esta Cidade, sempre se descobre um ângulo novo que, anteriormente, passou despercebido ao olhar do caminhante desatento. No Centro ou nos bairros mais distantes as belas paisagens proliferam, esperando o momento para serem admiradas e - por que não? - eternizadas numa foto. É isto o que procuro fazer nas minhas muitas "perambulâncias", ainda que seja por locais já percorridos vezes sem conta. 

       Hoje selecionei de meus arquivos alguns cliques preferidos que, inicialmente, estavam destinados a compor uma "reportagem", como costumo fazer quando reúno numa mesma postagem as diversas imagens feitas de um mesmo lugar (um parque, um museu, uma igreja, um evento, etc.). Fiz isto para comparar as peculiaridades desses recantos nos quais nunca falta o encanto do primeiro olhar, da descoberta primeva que mereceu um instante de contemplação. Espero ter sido feliz na escolha que fiz. 

       As fotos mostram locais que vocês, seguramente, já conhecem. Alguns deles, talvez, nem tanto, em particular aqueles de bairros afastados, bem conhecidos apenas de quem reside por lá ou para lá se desloca com certa freqüência. 

       Ao final estão indicados, na ordem sequencial das fotos, que lugares são estes. 





 




 1 - CENTRO - Rua General Câmara na esquina da Sete de Setembro, próximo ao Santander Cultural. 

 2 - CENTRO - Avenida Borges de Medeiros. Destaque para o prédio da antiga Loja Guaspari, agora restaurado pelas Lojas Lebens. 

 3 -GASÔMETRO / CIDADE BAIXA - Avenida Loureiro da Silva, frente à Câmara Municipal. 

 4 - PRAIA DE BELAS - Avenida Borges de Medeiros, trecho entre o Parque Marinha do Brasil e o Shopping Praia de Belas. 

 5 - GASÔMETRO - Rua Washington Luís. Ipês floridos. 

 6 - CIDADE BAIXA - Confluência das Avenida Borges de Medeiros e Avenida Praia de Belas, em frente da Igreja Santuário de Santo Antônio do Pão dos Pobres. 

 7 - PARQUE DA REDENÇÃO -À esquerda a estátua do Gaúcho Oriental, transferida recentemente do seu sítio original na Avenida João Pessoa. 

 8 - REDENÇÃO / BOM FIM -Avenida Paulo Gama, Campus Central em frente da Reitoria da UFRGS, direção do Túnel da Conceição. 

 9 - BOM FIM - Avenida Osvaldo Aranha, proximidades do cruzamento com a Paulo Gama. 

10 - TERESÓPOLIS - Igreja de Nossa Senhora da Saúde, na Praça Guia Lopes.  

NOTA - Todas as fotos do Blog (estas e as antigas) podem ser vistas AMPLIADAS. Basta clicar sobre elas.

- Continua

sábado, 9 de setembro de 2017

Um templo de cultura

BIBLIOTECA PÚBLICA DO ESTADO DO RS 

       Sua existência data de 14 de abril de 1871, quando foi criada pela Lei n° 724 sancionada pelo presidente da província, Francisco Xavier Pinto de Lima (* Salvador, BA, 20 Fev 1832 + Rio de Janeiro, 9 Ago 1901), sendo instalada e aberta ao público em 21 de janeiro de 1877. Sua localização inicial foi no antigo prédio do Liceu Dom Afonso, na esquina das ruas Duque de Caxias com a Marechal Floriano. 

       A partir de 1906, profundamente influenciada pelo pensamento positivista, é anexada administrativamente ao então recém criado Arquivo Público, quando o poeta parnasiano Vitor Silva, nomeado diretor, empenha-se em dar novas características à Instituição, procurando normas técnicas para os catálogos e introduzindo a Classificação Decimal Universal (CDU) na organização do material bibliográfico.

       Em 1912 inicia-se a construção da primeira etapa do novo prédio e em 1915, já autônoma, transfere-se para a sede atual na rua Riachuelo, esquina General Câmara (antigamente conhecidas como rua do Cotovelo e Rua do Ouvidor), no Centro
Histórico,  próximo ao Theatro São Pedro, Catedral Metropolitana e Palácio Piratini. 












     Construída por sugestão de Vitor Silva, a Biblioteca foi projetada por engenheiros das Obras Públicas do Estado. Tanto na sua fachada como em seu interior, apresenta influência da doutrina positivista, utilizando vários estilos em sua representação. A fachada apresenta o estilo neoclássico, contornada com bustos do calendário positivista. A porta principal do vestíbulo é em madeira esculpida e emoldurada em gesso dourado com soleira em mármore. Em estilo Império, a Sala de Leitura preserva a pintura original das paredes. Nas outras salas e salões diversificam-se os estilos, entre eles o rococó, egípcio, gótico e florentino. Este prédio foi inaugurado como parte das comemorações do centenário da Independência em 7 de setembro de 1922. 








     Sua construção teve início em 7 de fevereiro de 1912, com projeto de Affonso Hebert, já que a antiga sede, na época transformada em Escola Complementar, se encontrava já superlotada. A primeira etapa da construção foi concluída em 1915, completando o bloco defronte à Rua Riachuelo. Em 22 de maio de 1919 foi contratada a ampliação da parte dos fundos, sendo acabada em sua estrutura em 1921. A partir daí passou-se à decoração, com aplicação de mármores e parquets, aquisição de mobiliário requintado, pinturas, esculturas, revestimento das paredes internas com pintura decorativa e instalação de estantes de aço, cujo peso obrigou ao reforço do piso. A pintura decorativa esteve a cargo de Fernando Schiater e as esculturas de mármore e bronze são obras de Alfred Adloff, Eduardo de Sá e Giuseppe Gaudenzi.
     Fiz estas fotos no dia 22 de agosto de 2017.
Evandro