sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Por terras lusitanas – XV


O SANTUÁRIO DE FÁTIMA

     O SANTUÁRIO DE FÁTIMA, ou SANTUÁRIO DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DE FÁTIMA, localiza-se na Cova da Iria, na cidade de Fátima, Concelho de Ourém, em Portugal e é um dos mais importantes Santuários Marianos do mundo.
     Constitui-se de diversos recintos, com funções específicas, e possui belíssimas estátuas e monumentos, dentre os quais apreciei muito o dedicado ao Sagrado Coração de Jesus, feito em bronze dourado, erguido no centro de um fontanário com quatro bicas, no qual a água surgiu pela primeira vez em 1921. Outros dois monumentos que merecem destaque, são os dos Papas Paulo VI e João Paulo II, localizados no adro do Santuário da Santíssima Trindade. A estátua de João Paulo II, em bronze, com 3,5 m de altura, é de autoria do escultor polonês Czeslaw Dzwigaj. 





     O lugar principal do Santuário de Fátima é, sem dúvida, a BASÍLICA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO, em estilo neo-barroco, projetada pelo arquiteto holandês Gerard Van Krieken. Sua pedra fundamental teve a bênção de Dom Manuel da Conceição Santos, Arcebispo de Évora, em 1928, e a construção estendeu-se até 1953. O templo foi sagrado em 7 de Outubro de 1953 e no Ano Santo de 1954 o Papa Pio XII concedeu-lhe o título de Basílica Menor.
     A imensa praça à sua frente, chamada de Recinto de Oração, é o local onde os fiéis se concentram durante as grandes celebrações. Seguindo-se por ela, chega-se à BASÍLICA DA SANTÍSSIMA TRINDADE, construção mais nova do Santuário. É uma igreja muito ampla, espaçosa, com 40.000 m2, comportando mais de 8.500 pessoas sentadas, sendo o 4° maior templo católico do mundo em capacidade. Esta Basílica foi projetada pelo arquiteto grego Alexandros Tombazis e foi inaugurada em 12 de outubro de 2007, por ocasião dos 90 anos das Aparições. Sua decoração é inspirada na arte bizantina e ortodoxa. Tem planta circular por fora e quadrangular por dentro, e conta com 12 portas laterais (cada uma dedicada a um dos Apóstolos de Jesus) e uma grande porta central, chamada a Porta de Cristo.


     Na CAPELINHA DAS APARIÇÕES encontra-se a imagem original de Nossa Senhora de Fátima. Esta capelinha foi construída exatamente na Cova da Iria, local onde ocorreram as aparições da Virgem Maria. 







       As fotos desta postagem são apenas algumas das dezenas que fiz nessa visita. Tenho algumas outras selecionadas, mas não sei quando publicarei ou se o farei. De qualquer modo, estas são suficientes para dar-lhes uma ideia do que é este Santuário Mariano, ao qual pretendo retornar tão logo me seja possível.

       Espero, sinceramente, que gostem.

Evandro

* * *

       Fátima é uma pequena cidade da Região de Lisboa e Vale do Tejo, distrito de Santarém, subdivisão do Concelho de Ourém. Tem uma área de 71,29 km²  e cerca de 11600 habitantes. Fica a 128 km de Lisboa. De carro chega-se lá em 1 hora e meia, mais ou menos, seguindo pela Auto-Estrada A-1.

      O site abaixo é a página oficial do Santuário. É bastante completa e elucidativa:





quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Arte na rua

Bairro Teresópolis
MURAIS NO PRESÍDIO FEMININO MADRE PELLETIER 







Centro 
RUA DOS ANDRADAS 
Atelier ao ar livre 





 

       Dois momentos em que registrei um pouco da arte que encontramos em Porto Alegre, a cada passo. 

       Acima, as pinturas murais, tão controversas, e que algumas pessoas não conseguem distinguir das detestáveis pichações. Estas pinturas encontram-se sobre os muros do Presídio Feminino Madre Pelletier, no bairro Teresópolis. Embora eu só mostre estas poucas, são diversas, cobrindo uma extensão de quase cem metros. 

       Na segunda seqüência, os artistas que trabalham ao ar livre, pintando, expondo e vendendo seus quadros em plena rua, nas praças e logradouros diversos. Estas foram feitas na Rua dos Andradas, entre o Shopping da Rua da Praia e a Caixa Econômica. 

       Evandro

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Porto sempre Alegre


RUA VINTE E QUATRO DE MAIO
Passarela de Poesia
     Ela já foi Beco da Fonte e Rua da Viela da Fonte. Lá por 1841, passou a ser conhecida como Beco do Juca da Olaria. Em 1879 teve o nome alterado oficialmente para Rua Bento Gonçalves até que em 1936, por lei municipal, recebeu seu nome atual, Rua Vinte e Quadro de Maio, em homenagem à Batalha do Tuiuti.
     O cronista Coruja, nascido em 1806, descreveu-a como “um beco estreito e ladeirento cujas casas se contavam por unidades”.  Assim deve ter permanecido até pela década de 1940, pois só em 1942, durante a administração do Prefeito José Loureiro da Silva é que foi alargada, recebendo as escadarias e embelezada com ajardinamento











       Ligando a Rua Duque de Caxias, no Centro, à Av. Desembargador André da Rocha, na Cidade Baixa, a tradicional passagem de pedestres é ladeada por diversas residências. Talvez ela não tenha a importância histórica de outros locais da Cidade, mas ganhou destaque depois da revitalização feita em 2011, quando a artista Clarissa Motta Nunes, autorizada pela prefeitura, instalou azulejos coloridos junto aos degraus. São 3.300 peças que apresentam desenhos, frases e depoimentos de moradores sobre a vida no local, além de poesias de escritores e artistas como Carlos Drummond de Andrade, Paulo Leminski, Erasmo Carlos e Rita Lee. 

       Demorei para publicar estas fotos, mas hoje resolvi postá-las. Escolhi apenas 15, de uma tiragem feita no dia 15 de julho de 2013. Porém, estas, parecem-me o bastante para dar uma ideia do que é esta interessante – e graciosa, por que não? – rua de Porto Alegre. Quem ainda não a conheça, procure reservar um tempo para apreciá-la.

Evandro



domingo, 20 de novembro de 2016

Por terras lusitanas – XIV

SOBRE BISCOITOS E PORCELANAS

    Era mais ou menos 5 da tarde de uma quarta-feira, dia bonito com céu de poucas nuvens, com temperatura agradável. Vindo da Assembléia da República, na direção do Chiado, passei pela Calçada do Combro, sem pressa, olhando as fachadas do casario antigo de ambos os lados, ao mesmo tempo em que observava a numeração desenhada no passeio, em pedras portuguesas, coincidentes com os números das casas. Eu estava pisando sobre os números 59, 61, 63 e 65, bem à frente de uma fachada onde, em peças de azulejo com decoração floral, lê-se “MERCIARIA FIDELIDADE”. 

    No número 63, sobre a porta e no 65, em cima de uma vitrine, achei estranho o fato de que não havia biscoitos, nem fiambres, nem guloseimas expostas, mas apenas antiguidades – ou melhor, “velharias”, como dizia o letreiro da entrada. “Antiquário Alfarrabista Velharias Coleccionesmo”, para ser mais preciso. 










    Entrei e por alguns minutos fiquei me embevecendo com o acervo de peças antigas – louças, porcelanas, esculturas, móveis, brinquedos, pratarias, bonecas, câmeras fotográficas, lustres e uma infinidade de quinquilharias que nos remetem a um passado pleno de nostalgia. Bem no centro da loja, ao fundo, um pequeno corredor – à entrada do qual se lê “Armazem de Víveres Chá e Café” - nos conduz ao interior – até onde não entrei. Esta legenda é suficiente para explicar o mistério da “Merciaria Fidelidade”, reportando-nos à origem da casa.

    Uma história a mais, certamente, entre as tantas que constituem a memória de Lisboa, que nos surpreendem e emocionam.

Evandro