terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Por terras lusitanas – XVIII

MUSEU NACIONAL DOS COCHES 

       As fotos de hoje foram feitas ainda no antigo e belo edifício do Picadeiro do Palácio Real de Belém, onde o Museu esteve instalado até 23 de maio de 2015. Nessa data, depois de 110 anos de sua criação, o magnífico acervo começou a ser transferido para a nova construção, situada na Avenida da Índia, do outro lado de sua localização original. 

       Este Museu possui uma coleção única no mundo, com aproximadamente 9000 peças que vão desde carruagens de gala, de viagem e passeio, dos séculos XVI ao século XIX, berlindas, liteiras, além de inúmeros objetos e acessórios de cavalaria. É o museu nacional mais visitado de Portugal.  





       Com o nome de “Museu dos Coches Reaes”, foi criado por iniciativa de D. Amélia de Orléans e Bragança, esposa do rei D. Carlos I, em 23 de maio de 1905, que teve em mente reunir, salvaguardar e mostrar ao público o importante acervo de viaturas da Casa Real. O local escolhido para a sua instalação foi o recinto do antigo Picadeiro Real, que teve que ser adaptado para a nova destinação. Esse trabalho foi confiado ao arquiteto da corte, Rosendo Carvalheira, que teve a colaboração dos pintores José Malhoa e Conceição Silva.












       Nesta postagem, além do salão principal e de detalhes do teto e paredes do edifício, vemos a Carruagem da Coroa - Viatura de aparato. Encomendada em Londres para o rei D. João VI, pelo conde da Póvoa, então ministro da Fazenda. Sofreu adaptações para a coroação do rei D. Carlos e foi utilizada pela última vez em 1957, quando a Rainha Isabel II de Inglaterra visitou Portugal; os Coches de Dom José I, Dom João V, D. Carlota Joaquina (Séc XVIII), o Coche dos Oceanos (Séc. XVIII), usado na Entrada Triunfal, de Roma, em 1716, o Coche da Coroação, uma Berlinda para transporte da imagem da Virgem Santíssima e uma Liteira (1760 - 1785)  

       O Museu disponibiliza na web seu site com muitas informações importantes. O link é http://museudoscoches.gov.pt/pt/ 

Evandro 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Padre Cacique

O LEGADO DE UM SONHADOR 


       Estes dois prédios situados na Avenida Padre Cacique, nas proximidades do Estádio Beira Rio (S. C. Internacional), bairro Menino Deus, têm muito em comum. Fazem parte de um conjunto arquitetônico que abrigou a obra idealizada pelo Padre Joaquim Cacique de Barros, o nosso venerado “Padre Cacique” (* Salvador, BA, 18 Ago 1831 + Porto Alegre, RS, 13 Mai 1907). 

       O atual Asilo Padre Cacique (primeiras seis fotos), originalmente denominado “Asylo de Mendicidade” teve sua construção iniciada em 1880. Foi concluído em 1898 e passou a abrigar mendigos da Cidade. Atualmente aloja e dá assistência a cerca de 150 idosos (homens e mulheres) sem vínculos familiares. 





       As cinco fotos seguintes, mostram o prédio que abrigou, em seus primórdios, o antigo Asilo São Joaquim, obra com que o Padre Cacique sonhou mas não conseguiu realizar enquanto vivia. Destinava-se a abrigar e educar meninos órfãos. Apenas em 1932, um ano após o centenário de seu nascimento, a fundação Sociedade Humanitária Padre Cacique inaugurou o Asilo São Joaquim, destinado à educação de meninos. Com isso, realizou-se o sonho do padre: uma escola/orfanato para meninas (*), um asilo de mendicidade e uma escola/orfanato para meninos. Este prédio é tombado (assim como o Asilo Padre Cacique) e nele está instalada atualmente a sede administrativa da FASE (Fundação de Atendimento Sócio Educativo).




       (*) Escola Santa Teresa, fundada por D. Pedro II como homenagem à Imperatriz Teresa Cristina. Foi projetada pelo arquiteto francês Auguste Henri Victor Grandjean de Montigny (Paris, 15 Jul 1776 – Rio de Janeiro, 2 Mar 1850), chegado ao Brasil em 1816 com a Missão Artística Francesa. A construção teve início em 1846, mas só foi concluída em 1864 pelo Padre Cacique. 

       A capela mortuária existente no Asilo Padre Cacique (sexta foto da série), traz no frontispício este epitáfio em latim: “Homo, humus; fama, fumus; finis, cinis” (O homem é terra, a fama é fumaça, o fim é cinza). 

       AGRADECIMENTO – Sou grato à Michelle e Daiane, da Assessoria de Comunicação Social da FASE/Padre Cacique, pela acolhida e apoio que me deram no dia em que fiz as fotos. Meu apreço. 

Evandro 

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Terra de imigrantes


FAXINAL DO SOTURNO, RS 

       Faxinal do Soturno faz parte da Quarta Colônia de Imigração Italiana do RS. Distante 285 km de Porto Alegre, tem uma população de 6.868 habitantes e localiza-se entre Nova Palma, Dona Francisca, Ivorá, São João do Polêsine e Silveira Martins. Pertenceu a Cachoeira do Sul, de onde foi emancipado através de plebiscito realizado no dia 30 de Novembro de 1958. O município foi criado pela Lei Estadual nº 3.711, de 12 de Fevereiro de 1959. 











       A Igreja Matriz de São Roque teve sua construção iniciada em 1937 e concluída em 6 de janeiro de 1939. Passou a sediar a Paróquia em 15 de agosto de 1960. Sua arquitetura é muito bonita. Internamente possui pinturas que representam o Novo e Antigo Testamento, obras do pintor Ângelo Lazzarini (Angel José Lazzarini * Santa Fé, Argentina, 16 Jan 1899 + Brasil ???, 10 Nov 1964). 

       Na Praça Vicente Palotti, a principal da Cidade, encontram-se um monumento ao sacerdote que lhe empresta o nome, parquinho infantil, quiosque de artesanato, um belo bebedouro e o monumento da navegação dos imigrantes. 

Evandro 

sábado, 17 de novembro de 2018

"Perambulâncias" – III

PORTO ALEGRE
RECANTOS E ENCANTOS 

     O dia era 9 de agosto. Deste ano. Uma quinta feira. 

     Saí – à toa, sem nada programar. Sem qualquer destino prefixado. Como costumo fazer de vez em quando. Por via das dúvidas levei a câmera. Raramente saio sem ela. 

     Então, me vi pela Rua da Praia. Depois, pela Casa de Cultura Mario Quintana. E na Sete de Setembro e nas proximidades do Comando Militar do Sul, e na Padre Tomé... 

     Fui clicando, sem pressa, sem compromisso, sem muita pretensão. Por prazer, apenas.












     Nesse dia fiz umas oitenta e poucas fotos. O bastante para, ao retornar para casa, ficar curtindo e pensando se eu já não tinha fotografado antes, dezenas de vezes, estes mesmos lugares. Sim. Acho que já. Com toda certeza. E se vocês tiverem paciência para navegar por todos os “Retratos do Meu Jardim”, provavelmente vão encontra-los – em ângulos diversos, com outras luminosidades, em perspectivas diversas. 

     Mas... o que importa? O que vale é o reencontro. É rever, tantas vezes quantas for possível, os caminhos pelos quais os meus passos jamais se cansam. 

Evandro