Há lugares com os quais a gente sonha sempre. Deles, criamos imagens que se transformam em ícones de nossos anseios. Nas minhas expedições em busca dessas imagens encontrei muitos desses lugares. Em alguns adentrei com o respeito reverente que se deve aos templos sagrados. Outros, só os vislumbrei, perdidos no horizonte distante. Busquei-os na minha Cidade e fora dela. Uns e outros encontram-se, em parte, aqui, para compartilhar com vocês o que vi e senti nesses lugares mágicos e nos momentos em que os eternizei em fotografias.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Voltando ao tema

AS CORUJINHAS DO IMBÉ

Enquanto me preparo para publicar as próximas fotos de Rio Grande, dou uma pausa e mostro a vocês algumas “carinhas novas” que registrei recentemente nas dunas do Imbé. Tratam-se das já conhecidas Corujas Buraqueiras, que lhes apresentei no ano passado e que podem ser revistas, caso queiram, em minha postagem dessa época (clique).






Não sei se são as mesmas aves. É provável que sejam descendentes daquelas. Continuam, entretanto, atentas, cuidando de seus ninhos e de seus filhotes, cumprindo a nobre missão de preservarem sua prole e a própria espécie. Ah!... e proporcionando alegria e despertando a curiosidade de quem anda por lá. 

São, realmente, graciosas e merecem uma segunda edição. Assim, ei-las, mais uma vez.

Evandro

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Nos Caminhos do Sul


- Rio Grande, RS -
PARIS HOTEL / FINAL
Parte 4 / Os Salões

Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (IPHAE) em 1986, o Hotel Paris não pode sofrer nenhuma reforma sem autorização do Instituto, para evitar que os traços de seu passado sejam perdidos ou descaracterizados. As obras mais recentes foram realizadas em novembro de 2010, quando a Sala de Estar e o Salão de Refeições, que mostro nestas últimas fotos, foram restaurados. Aguardemos para que também a renovação da fachada, que se encontra bastante deteriorada, não demore a acontecer, pois a Cidade do Rio Grande – e todos os apreciadores da antiguidade e da história – bem merecem.









Este bonito hotel continua funcionando e encantando como um dos mais belos patrimônios da Cidade. A visitação é aberta ao público que pode apreciar a imponência e o charme deste prédio encantador que não deixa de maravilhar a todos os que o visitam. Uma verdadeira obra de arte.

Evandro 

* * *

Fontes que podem ser consultadas:

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Nos Caminhos do Sul


- Rio Grande, RS -
PARIS HOTEL
Parte 3 / Escadarias e Ladrilhos

Este hotel é o mais antigo da Cidade do Rio Grande. O prédio de quase duzentos anos recebeu e hospedou personalidades importantes que passavam pelo Município com destino ao Rio de Janeiro, Buenos Aires e Montevidéu, sendo parada de descanso a aristocratas e empresários que não dispensavam o luxo e o conforto da época.









Paralelamente à arquitetura notável, sua beleza é realçada por lustres antigos, escadarias de madeira, azulejos portugueses, pisos com ladrilhos decorados e mármores em xadrez. Os corrimões de madeira entalhada dão o toque final de graça, leveza e elegância, criando um ambiente agradável e acolhedor.

- continua -

Nos Caminhos do Sul

- Rio Grande, RS -
PARIS HOTEL
Parte 2 / O Jardim

“O maior encanto é o pátio interno, que converge à estrutura do prédio de dois andares em um espaço aberto, como um jardim interno com flores, bancos e uma fonte. Ali é o lugar onde comumente os visitantes batem fotos e atiram moedas no chafariz.”








O PARIS HOTEL localiza-se num elegante casarão do século 19, situado na Rua Marechal Floriano nº 112. Registros históricos que acessei, dão conta de que em 1826 nele residiu um armador de navios e que teria hospedado o Imperador Dom Pedro II em 1865, o que é contradito por outras fontes. Foi chamado de Hotel Internacional até receber o nome atual – Paris Hotel, em 1938. Foi tombado pelo Patrimônio Histórico do Estado em 1986.

De arquitetura colonial portuguesa, sua construção data de 1825.

- continua -

Nos Caminhos do Sul


- Rio Grande, RS -
PARIS HOTEL
Parte 1

Conheci Rio Grande no mês de maio de 2011. Desde esta primeira visita gostei da Cidade. Quase que posso dizer que me apaixonei por ela, devido ao precioso acervo de praças, templos, monumentos e prédios antigos que possui. Uma coisa, porém, chamou minha atenção: é que muitas dessas verdadeiras jóias apresentam-se mal cuidadas, necessitando que tanto os proprietários quanto empresários e poder público tomem iniciativas urgentes para a sua restauração, já que em grande número constam serem tombadas pelo Patrimônio Histórico.

Rio Grande está passando por um surto de progresso extraordinário, em função do Súper Porto, que com certeza a transformará em importante Metrópole, em período de tempo muito curto. A construção civil, por isto, está em ritmo acelerado de expansão, com novos e modernos prédios sendo projetados e construídos. O que temo é que as construções antigas, repletas de história, com bela arquitetura, venham a ser relegadas a plano secundário e até demolidas, para dar lugar às modernas. Vi, com imenso pesar, o belo edifício da Beneficência Portuguesa, em estilo Manoelino, totalmente abandonado e com sua estrutura comprometida, restando apenas as paredes da fachada externa, belas, imponentes, mas prestes a ruir. Este é só um exemplo.

Tomara que a comunidade rio-grandina, por suas autoridades, entidades culturais, sociedade, estudantes  e cidadãos influentes, não permitam que tal desastre ocorra, pois será irreversível e a Cidade do Rio Grande – assim como todos nós, com certeza – empobreceremos culturalmente.






Das construções antigas que necessitam de uma restauração urgente, mostro hoje o PARIS HOTEL, situado na Rua Marechal Floriano, bem no Centro. Embora suas dependências apresentem bom estado de conservação, a fachada, como se pode ver nas fotos, está suja e bem deteriorada.

Visitei o Hotel e nas próximas inserções mostrarei as fotos que fiz de sua parte interna. Vocês vão apreciar a beleza que se oculta por trás destas paredes.

- continua -

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Nos Caminhos do Sul

- Rio Grande, RS -
IGREJA DE NOSSA SENHORA DO CARMO
Conclusão

Não pude, como queria, fotografar esta Igreja em sua parte externa, pois, como já me referi antes, sua localização é extremamente apertada entre as demais construções. Lastimei, pois um belo templo, como é, sem dúvida a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, deveria ter sido construído no centro de uma grande praça, com largos espaços ao redor, que permitissem vê-la em todo o esplendor de sua beleza. 

Apenas um pequeno registro, que não posso deixar de fazer: notei que as paredes externas, tanto a da frente quanto a lateral, estão um pouco deterioradas, necessitando de uma urgente intervenção, visando sua restauração. Acredito que os responsáveis já devem ter percebido isto e, certamente, algum cuidado maior deverá ser dispensado em breve.










Se não pude fotografar a Igreja por fora, acho que pude compensar tal dificuldade com as imagens internas que fiz. Nesta conclusão, mostro parte das belas colunas, dos arcos, do teto, das esculturas e imagens, do bonito confessionário, do púlpito, do coro e sua rosácea, e da lindíssima imagem de Nossa Senhora do Rosário com São Domingos, cuja autoria não consegui obter. 

Ao finalizar, deixo registrado meu agradecimento à Sra. Gilda, Secretária Paroquial, que me socorreu com informação preciosa, evitando que eu cometesse uma gafe imperdoável. 

Evandro 

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Fontes para consulta: