quinta-feira, 21 de abril de 2016

Caminhos da Borússia


OSÓRIO, RS
A CIDADE E O DISTRITO DA BORÚSSIA

       Lugar surpreendente. Com certeza guarda muitas surpresas pra gente ir descobrindo aos poucos. 

       Estive lá quase que "de passagem", cerca de três horas e meia, pouco mais, ou menos. As fotos que fiz mostram um pouco deste recanto magnífico que precisa ser visitado muitas vezes. 

       Do alto do Morro da Borússia, onde se localiza a rampa de onde decolam os praticantes de voo livre, um mirante, lojas de artesanato e lancherias, descortina-se espetacular vista  da Cidade de Osório, junto às diversas lagoas da região, até o horizonte onde se vê as Cidades de Tramandaí e Capão da Canoa, no litoral. 

       Logo à direita temos o Parque Eólico de Osório, considerado o maior da América do Sul, com seus imponentes cataventos decorando a imensa paisagem verdejante. 

PARQUE EÓLICO 



       Conforme vamos olhando para o centro e para a esquerda, surge a bela Cidade, com suas ruas, avenidas, e construções, à margem da Rodovia BR-101, até apreciarmos a beleza suave dos morros que preservam, quase íntegra, a vegetação nativa.

CIDADE DE OSÓRIO 








       Vindo-se de Porto Alegre e seguindo na direção Norte da Rodovia BR-101, acessa-se a via lateral (que nos leva ao Centro da Cidade), mas convertendo à esquerda, onde fica a estrada estreita, sinuosa, com pontos acentuados de aclives – mas de asfalto impecável – pela qual se chega ao Morro da Borússia. A partir daí, a paisagem bucólica nos convida a descer na direção das cascatas, indicadas pelas placas de sinalização. Pela metade do percurso encontramos a Capela Santa Rita de Cássia, uma construção pitoresca à direita, ponto final do caminho que compõe a Via Sacra, com seus quinze marcos alusivos a cada uma das Estações.

CAPELA SANTA RITA DE CÁSSIA 
- Via Sacra - 






      Finalmente, poucos quilômetros adiante, terminado o asfalto, chega-se ao “Sítio Cascata da Borússia”, local aprazível para o descanso, com belas paisagens, áreas de churrasqueiras, parques infantis, excelentes instalações sanitárias, uma lancheria e a maior atração do lugar: as cascatas de águas frias, inseridas no leito do rio, que corre rumorejante entre as pedras.

AS CASCATAS E O SÍTIO 






       Parte das muitas fotos que fiz, mostro a vocês, já me propondo a refazer esse passeio mais vezes, com calma e tempo suficiente para desfrutar tudo de bom e bonito que ele tem a nos oferecer. Até lá, fiquem com as fotos. Espero que gostem. 

Evandro 

quarta-feira, 23 de março de 2016

Por terras lusitanas – XII

NUNCA SE PERCA EM LISBOA 

    Não há como se perder em Lisboa. Mas... pode acontecer, por que não? Em situações assim não entre em pânico. Aproveite para curtir – e fotografar – detalhes aos quais nem sempre damos importância. Desenhos das calçadas e praças com as “pedras portuguesas”, sacadas em ferro trabalhado (quase sempre decoradas com roupas coloridas), os “frades de pedra” (iguaizinhos a alguns dos que ainda se encontram em Porto Alegre), alguma estátua ou monumento quase oculto num recanto de jardim... ou os nomes pitorescos e românticos das ruas, becos, ladeiras, travessas, “escadinhas” e largos. 










    Algumas vezes me dediquei a este último exercício (sem esquecer os outros, que ainda vou lhes mostrar em postagens futuras). Há nomes belíssimos, como o Beco da Rosa, Rua dos Remédios, Escadinhas de Santo Estêvão, Rua da Hera. Há nomes bucólicos e curiosos, como Travessa do Poço dos Negros, Rua do Vigário, Travessa das Galinheiras, Calçada dos Cesteiros. E os que evocam personagens ilustres, como Largo Doutor Bernardino António Gomes (Pai, é bom deixar bem explicado), Rua Almeida Brandão, Largo do Chiado (António Ribeiro Chiado, Poeta do Século XVI) e como não poderia deixar de ser, a Praça Luís de Camões, o grande Poeta. Além de muitos outros, naturalmente. 









    É bom andar em Lisboa. Caminhar sem rumo certo, sem itinerário estabelecido, deixando-nos conduzir pela intuição que jamais nos decepciona, pois sempre leva a lugares que nos surpreendem e emocionam pela sensação de reencontrar algum fragmento de passado que, no íntimo, sabíamos que existia. Reminiscências, talvez, do que em tempos remotos, tenha feito parte de nossa vida, mas o destino, por desígnios inescrutáveis, tentou ocultar, sonegando de nossas lembranças. Talvez!... 

Evandro