Há lugares com os quais a gente sonha sempre.
Deles, criamos imagens que se transformam em ícones de nossos anseios.

Nas minhas expedições em busca dessas imagens encontrei muitos desses lugares.

Em alguns adentrei com o respeito reverente que se deve aos templos sagrados. Outros, só os vislumbrei, perdidos no horizonte distante.

Busquei-os na minha Cidade e fora dela. Uns e outros encontram-se, em parte, aqui, para compartilhar com vocês o que vi e senti nesses lugares mágicos e nos momentos em que os eternizei em fotografias.



O título do meu blog foi mudado. Quem o conheceu no início com o nome de “Retratos Resgatados” poderá estranhar e os que o fazem agora talvez tenham curiosidade em saber.O nome “Retratos do Meu Jardim” foi o escolhido para uma exposição que organizei há alguns anos especialmente para uma Escola Municipal da Cidade de Canoas, RS, a pedido de uma amiga, professora, que lá lecionava.

Mas “Retratos do Meu Jardim” também diz respeito às fotografias não apenas de Natureza, que são o tema aqui predominante, mas principalmente àquelas que retratam a “minha” Porto Alegre – o “meu jardim” de todos os tempos, que não canso nunca de retratar e de mostrar a todos os que a amam, como eu, ou que gostariam de conhecê-la.

Recentemente decidi fazer algumas mudanças que, espero, terão melhorado o blog. Uma delas – a mais importante, talvez – é que agora todas as fotografias podem ser vistas em seu tamanho original, ou seja, ampliadas, independentemente do módulo onde estejam. Reorganizei, também, alguns módulos e procurei melhorar a apresentação dos textos. Foram pequenas mudanças, nem todas imediatamente perceptíveis mas que, no conjunto, me pareceram boas.

A partir de agora deixo que vocês avaliem e, sempre que quiserem, façam os comentários e críticas que julgarem pertinentes.

Tomara que vocês gostem e continuem a prestigiá-lo.


19.11.09

Todas as graças da Medianeira - II







O gesto compenetrado, a atitude de recolhimento, o semblante enlevado, são mais eloquentes do que qualquer palavra com que se queira descrever o que é a devoção à Medianeira.

Dela participam famílias inteiras, autoridades, religiosos e leigos, todos irmanados na mesma fé em Maria.

Os cânticos entoados e as preces plenas de fervor são recitados durante todo o percurso de mais ou menos três quilômetros, até chegar ao imponente Santuário de Nossa Senhora Medianeira.

É uma festa bonita. Muito bonita, para dizer o mínimo.

Evandro

15.11.09

Todas as graças da Medianeira - I






Foi um domingo nublado em Santa Maria, no coração do Rio Grande do Sul. O dia, 8 de novembro de 2009. Mesmo com o tempo ameaçador, milhares de pessoas vindas de todas as partes do Estado prepararam-se deste cedo para participar de uma das mais belas comemorações religiosas e que neste ano somou sessenta e seis edições: a Romaria Estadual de Nossa Senhora Medianeira.

Eu estava lá. Não fui para a Romaria, mas já que a data coincidiu com a minha ida à Cidade Universitária, decidi que traria de lá alguma recordação.

Fui cedo para as proximidades da Catedral Diocesana, onde a procissão teria início. Tive sorte pois consegui um lugar privilegiado, sobre o túnel que liga a Avenida Rio Branco com a Rua do Acampamento, cruzando a Rua Doutor Bozano.

Todas estas fotografias, assim como as da inserção a seguir, foram feitas do mesmo ponto, pois não havia como sair de onde eu estava, devido à multidão em redor, e seria imprudência de minha parte deixar o local de onde a visão era, realmente, a melhor possível, para aventurar-me na busca de outro ponto que, seguramente, eu não acharia. Penso que acertei na decisão e passo agora a compartilhar com vocês um pouco do que vi, do que senti e do que registrei nessa inigualável demonstração de fé, impregnada de pura emoção.

- continua -

13.11.09

Quando o livro é uma festa









Este ano a Feira do Livro de Porto Alegre promove a sua 55ª Edição. São cinqüenta e cinco anos trazendo à Praça não apenas a literatura – tendo o livro como símbolo – mas a Cultura, pois dela também fazem parte a música e o teatro, entre outras manifestações artísticas, além dos tradicionais encontros entre os escritores e poetas de todos os estilos e tendências, sessões de autógrafos, oficinas literárias, conferências, palestras e tudo mais que se possa imaginar.

Em seus primórdios a Feira ocupava alguns espaços ao ar livre na Praça da Alfândega. Com o passar do tempo, cresceu. Expandiu-se de tal forma que nos anos recentes já se espalha por uma área imensa, atingindo hoje os armazéns do Cais do Porto.

Visitar a Feira, passear pelos estandes, garimpar preciosidades nos “balaios”, folhear os lançamentos recentes, encontrar pessoas conhecidas e desconhecidas, entrar na fila dos autógrafos... tudo é imensa alegria para os olhos e deleite para o espírito.

Por tudo isto, o livro – o grande homenageado – não apenas faz a festa, mas é a própria festa.

Evandro

E por falar em jardins...



É comum ouvir-se pessoas dizerem que gostariam de ter um jardim, mas falta-lhes espaço para cultivá-lo. Não o fazem porque o terreno de que dispõem é pequeno, ou moram em apartamento, ou... Desculpas não faltam para explicar a falta de criatividade, de talento ou de vontade real. Mas imagino que aquelas que, verdadeiramente gostam de flores, sempre encontram uma maneira de compensar as pequenas dimensões de terra e conseguem criar em áreas bem pequenas recantos graciosos e de grande beleza.

Estas oito fotografias registram alguns fragmentos de jardim que é cultivado com carinho por uma pessoa que conheço e que se dedica às suas flores – entre elas as rosas, pelas quais é apaixonada – com carinho maternal.

Espero que gostem destes registros. Eu gostei de tê-los feito e acho que vale a pena mostrar.

Evandro

18.10.09

Para a Júlia

A MINHA BIENAL








São seis fotos que te dedico, um dia depois do que conversamos na 7ª Bienal do Mercosul. Duas mostram um pouco da Praça Itália, junto ao Shopping Praia de Belas; as duas seguintes retratam um trecho da Avenida Érico Veríssimo, próximo ao Ginásio Municipal de Esportes “Tesourinha”; as últimas são perspectivas diferentes de uma das muitas residências típicas de determinados bairros de nossa Cidade.

Julgo-as fragmentos bonitos que, com alguma persistência, tenho registrado sobre esta Cidade linda que, infelizmente, também tem mazelas. Mas estas, eu jamais transformarei em bandeiras ideológicas. Deixo esta tarefa para os “artistas” que delas se alimentam pois são a única fonte de inspiração de que dispõem para comporem seus “odes à pobreza”. Tu sabes a que me refiro. E isto é o bastante.

Evandro

22.9.09

Minha escolha aleatória

- UM POUCO DAQUI E DALI -









Novamente recorro aos meus arquivos, buscando fotos que deixei de quarentena à espera de uma ocasião oportuna para mostrar. Elas, via de regra, fazem parte de alguma série em que se destacaram – segundo o meu gosto pessoal – e que achei por bem separar das demais.

Estas que hoje publico apresentam, pela ordem: (1) a Ilha do Parque da Redenção, Porto Alegre; (2) uma vista da BR-290 próxima a São Sepé; (3) paisagem do Vale do Paranhana; (4, 5 e 6) trechos da Avenida Edvaldo Pereira Paiva e Parque da Harmonia, em Porto Alegre; (7 e 8) vistas do Rio Guaíba a partir de Ipanema e do Gasômetro, também em Porto Alegre.

No conjunto, em sua maior parte não guardam relação entre si. Mesmo assim optei por reuni-las aqui, de vez que a seleção me pareceu bem sucedida. Espero que tenha sido feliz na escolha.

19.8.09

Domingo no Brique da Redenção

OS ARTISTAS DO PARQUE








O Brique não é para ser descrito. Nem entendido. Precisa ser sentido e vivido. Vivenciado.

É o lugar de se voltar a ser criança. De encantar-se com os artistas de rua, com os palhaços, com os músicos, com as "estátuas vivas" e com as dezenas de performances para as quais ele serve de palco.

Este, para mim, é o Brique. O reduto mais porto-alegrense de Porto Alegre... e do mundo! Um ponto geográfico, uma referência ou um sonho, dependendo da perspectiva e do estado de espírito em que possamos nos encontrar em determinado momento.

Evandro

* * *

Referências:

- Foto 1 – Estátua Viva – O ANJO. Não sei seu nome.

- Fotos 2 e 3 – Componentes do Grupo "CIA MUNDO PARALELO"

- Foto 4 - MARCUS SARAIVA – Saxofonista

- Fotos 5 e 6 – Componentes do CONJUNTO BLUEGRASS PORTO-ALEGRENSE. Este belíssimo conjunto musical é composto pelos músicos Marcio Petracco (bandolim, violão e voz), Heine Wentz (violino, voz), Ricardo Sabadini (violão, voz) e Pedro Marini (baixo-acústico).

- Foto 7 – Palhaço Sabonete

4.8.09

Não sei os nomes...

... MAS GOSTO DELAS - II

"Para que nomes? Era azul e voava..." (Mário Quintana - O Visitante Matinal – in "Preparativos de Viagem", pág. 63 - 2ª edição, Editora Globo, RJ, 1989)








As fotos que eu não publico acabam arquivadas e, via de regra, terminam esquecidas. Mas o Anjo Malaquias, como já fez outras vezes, me tirou do aperto e trouxe a inspiração de que eu necessitava para salvá-las do degredo perpétuo.

Graças a ele, aqui estão as "fotos sem nome" que decidi mostrar a vocês, apesar de tudo. Quanto à cobrança, por favor, não a façam! Eu não sei os nomes, mesmo. Mas vou pesquisar e ver se aprendo alguma coisa sobre botânica, pois até hoje, embora eu goste muito delas, não sei fazer distinção, por exemplo, entre uma rosa e outra já que são inúmeras as espécies, e para mim tudo é "flor". Simplesmente.

Evandro

* * *

(*) Meu outro blog:
"SAPATOS E CATAVENTOS"
http://anjomeninopoeta.blogspot.com/

Não sei os nomes...

... MAS GOSTO DELAS - I

"Para que nomes? Era azul e voava..." (Mário Quintana - O Visitante Matinal – in "Preparativos de Viagem", pág. 63 - 2ª edição, Editora Globo, RJ, 1989)








Um dia eu teria que publicá-las. Assim, recentemente resgatei de meus arquivos e reuni estas fotos que tenho garimpado por aí, em minhas andanças. Só depois da edição é que lembrei que faltava identificá-las com os nomes das flores correspondentes, pois se publicasse sem mencioná-los, vocês, certamente, iriam me cobrar.

Imagino que entre elas deve haver duas orquídeas, mas é só! Quanto às demais, andei pesquisando em catálogos e na internet para ver se encontrava parecidas, que eu pudesse comparar, mas não dei sorte.

Até que redigindo o texto para a próxima atualização do meu blog "Sapatos e Cataventos", (*) deparei-me com a citação que faço na epígrafe, obra de nosso inesquecível Mário Quintana.

Com o grande poeta aprendi o que – embora os temas das minhas fotografias (ainda) não voassem - bem poderia ser aplicado a elas: nem sempre os nomes são o mais importante. Para ele, o Poeta, o que importava era a poesia. Para mim – pelo menos momentaneamente – é a imagem.

- continua –

2.8.09

Bravo!!!...

QUE GRANDE ESPETÁCULO!




É quando o dia se despede e começa a dar lugar à noite que logo vem. O sol que nos acompanhou desde o amanhecer, continua sua eterna peregrinação e vai iluminar outras plagas, envolvendo-as na sua luz e no seu calor.

Que grande artista ele é! Mesmo depois da prodigiosa performance que teve como o maior "astro" do elenco, como o solista absoluto desta maravilhosa sinfonia que nos reprisa todos os dias, sua saída de cena é sempre apoteótica. E numa última reverência à platéia embevecida, este virtuose proporciona-nos um último espetáculo, acenando-nos com a promessa de que daqui a algumas horas estará de volta ao palco, para nosso júbilo.

Boa noite, irmão Sol!...

Evandro

Para a Cândice

A LUZ DO ENTARDECER






O inverno, para mim, é um tormento: o frio me deixa deprimido, literalmente "para baixo". Em compensação, em certos dias, a luz natural ao entardecer cria matizes que em claridade "normal", se existem, são totalmente imperceptíveis. Então, esqueço o frio e deixo-me enlevar pela dádiva que a Natureza, tão gentilmente, me coloca diante dos olhos.

Nesses momentos, a paisagem, costumeiramente pintada de verde, azul e as outras cores bem definidas, veste-se de uma coloração "onírica" que se espalha pelo ambiente o nos proporciona um cenário de beleza indescritível.

Esta seqüência de cinco fotografias dá uma idéia do que quero dizer. Eu as fiz a partir, praticamente, de um mesmo ponto, variando um pouco o ângulo em que me postava, e utilizando o recurso do "zoom" que, com certeza, ajudou em muito a suavizar a luz e a dar este aspecto etéreo a toda a paisagem.

Não usei filtros e as tonalidades são exatamente as que foram registradas pela câmera, não tendo sofrido nenhum ajuste na saturação das cores durante a edição.

Evandro

27.7.09

Uma Praça e muitos nomes - II

MONUMENTO A JÚLIO DE CASTILHOS
UMA JÓIA ENCRAVADA NA PRAÇA







Porto Alegre possui inúmeros monumentos, alguns dos quais já com fotografias publicadas aqui. Mas este, que mostro agora, é dos que mais aprecio. É belo e grandioso. Imponente. Verdadeiramente majestoso. Simplesmente monumental, sem querer fazer graça ou trocadilho que aqui não caberiam, diante da magnitude e da nobreza da obra. Ele fica na Praça Marechal Deodoro, ou "Praça da Matriz" e, ao meu ver, compõe com a Catedral Metropolitana, o Palácio Piratini e o Theatro São Pedro, a parte mais rica e significativa do invejável acervo artístico-histórico da minha Cidade.

Tem mais de 22 metros de altura e o projeto de sua construção é do grande pintor, desenhista e escultor Décio Rodrigues Villares, ou Décio Villares, natural do Rio de Janeiro, onde nasceu em 1851 e falaceu em 1931. As obras iniciaram em 27 de julho de 1910, mas em virtude de dificuldades técnicas encontradas, só foram concluídas mais de dois anos depois. Teve a supervisão do arquiteto porto-alegrense Affonso Hebert (ou Alphonse Dinis Hébert), Diretor da Secretaria de Obras Públicas do Estado, tendo a parte de cantaria ficado aos cuidados do escultor Jacob Aloys Friedrichs. Sua inaugaração ocorreu no dia 25 de janeiro de 1913.

Júlio Prates de Castilhos, ou Júlio de Castilhos, como é chamado, advogado, jornalista, político, republicano, nasceu na então cidade de Vila Rica, atual município de Júlio de Castilhos, RS, em 29 de junho de 1860 e falaceu em Porto Alegre em 24 de outubro de 1903. Foi abolicionista e adepto da filosofia Positivista de Augusto Comte. Primeiro Presidente do Estado, depois da Proclamaçao da República, chegou a ser deposto, com a queda do Marechal Deodoro, mas em 25 de janeiro de 1893 foi reeleito e empossado no cargo.

O monumento em sua homenagem, representa três fases de sua vida: a republicana, a aceitação do positivismo e a fase que sucedeu a sua saída do governo do Estado. Tudo isto é representado através de diversas alegorias que dão ênfase à organização política, exaltando a República como forma de materializar os ideais de liberdade, paz e fraternidade.

Todo o conjunto de estátuas se situa em torno de um obelisco central, em cujo topo destaca-se a figura da República sobre uma esfera com as estrelas que simbolizam os Estados brasileiros e a divisa Ordem e Progresso. Dentre os demais destaques estão um jovem inclinado tendo nas mãos um exemplar do jornal A Federação, figuras alegóricas da Constância e da Prudência, o próprio Júlio de Castilhos, como estadista, sentado em uma cadeira e tendo nas mãos um livro, alegorias da Coragem, com os louros da vitória, um dragão, que é o símbolo da Casa de Bragança e representa o perigo de um retorno à antiga ordem monárquica, um guerreiro com armadura, simbolizando a Firmeza, o Civismo, abraçando amorosamente a Bandeira Brasileira e, ainda outra figura, de velho sábio com barbas longas, como referência ao próprio Júlio de Castilhos em sua fase posterior ao afastamento do poder, além de um jovem cavaleiro na representação da energia do povo rio-grandense.

Tentar descrever esta verdadeira jóia que temos em nossa Cidade é tarefa difícil, por falta de palavras. Passar algum tempo junto dela, apreciando cada detalhe, analisando a harmonia e o equilíbrio de cada elemento que a constitui, é prazer que nos emociona, deleita e conduz a reflexões das quais não podemos nos furtar.

Evandro

Uma Praça e muitos nomes - I

MATRIZ OU DEODORO?
TALVEZ UMA QUESTÃO DE PREFERÊNCIA




"O Sr. pode me dizer onde fica a Praça Marechal Deodoro?" – pergunta o forasteiro, meio perdido em Porto Alegre. "Puxa!... – diz o transeunte, pego de surpresa. "Tem certeza de que é este mesmo o nome que está procurando?" Depois de pensar mais um pouco, reluta mas meio encabulado confessa: "Me desculpe, mas não posso ajudá-lo. Não sei mesmo onde é que fica essa praça, nem se existe." Acontece que, mesmo sem saber, ambos, parados na esquina da "Rua da Ladeira" (General Câmara) com a "Rua da Praia" (Andradas) estão distantes apenas duas quadras da praça que o "desligado" porto-alegrense, conhece como "Praça da Matriz".

Ficção? Não. É a pura realidade. Os porto-alegrenses, via de regra não sabem os nomes oficiais dos logradouros e de muitos outros locais desta "Mui Leal e Valerosa Cidade". Mas, com certeza, todos sabem se orientar e orientar quaisquer visitantes, quando a identificação desses lugares é feita no "nome antigo", tradicional, aquele dos tempos românticos em que nossa Província tinha ares muito diferentes dos de hoje.

Todavia, a Praça Marechal Deodoro existe e este é o seu nome oficial desde 1889, por Decreto Municipal de 11 de dezembro daquele ano. Mas antes teve outros nomes, como os que deram origem ao que lhe é atribuído ainda nos dias atuais: foi Largo do Palácio ou Largo da Matriz desde 1773 até 1858 – ano da construção do Theatro São Pedro, quando recebeu o nome de Praça Dom Pedro II para homenagear o nosso grande Imperador, quando aqui esteve em visita à Capital da Província, nome este que perdurou até a oficialização do atual, que (quase) ninguém sabe.

Pois foi aqui na Praça Marechal Deodoro, ou "Praça da Matriz", que fiz estas fotos. Nelas procurei harmonizar dois grandes ícones, dentre os demais que fazem parte dela ou do seu entorno, numa síntese histórico-cultural da minha Porto Alegre de todos os tempos: a Catedral Metropolitana e o magnífico monumento erigido em memória do eminente político, jornalista e líder republicano, Júlio Prates de Castilhos, monumento este que foi o motivo principal desta tiragem.

- continua -

16.7.09

Tramandaí

RIO TRAMANDAÍ








Estas sete fotografias foram feitas há pouco, junto à ponte que liga os municípios de Tramandaí e Imbé. Foi bem no final da tarde, com o sol quase tocando o horizonte. Dia frio, de inverno, um tanto nublado, pouca claridade, o suficiente, porém, para proporcionar algumas composições interessantes que, apesar de não ficaram perfeitas, produziram um resultado de que gostei.

Evandro


7.7.09

Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

PARÓQUIA DA ASCENÇÃO - III






A Igreja da Ascenção teve sua pedra fundamental lançada em 13 de dezembro de 1921, como resultado do projeto de construção elaborado em 1916, do qual participaram o Reverendo Ernesto Arnaldo Bohrer, Carlos Hohlfeldt, João Sarmento e Alberto Blank, reunidos no dia 24 de agosto daquele ano com a finalidade de organizar a missão, a que deram o nome de Capela da Ascenção.

Nessa reunião decidiu-se pela fundação de um núcleo da Sociedade Auxiliadora, que veio a ser organizada em 28 de agosto. Esse núcleo fundador ficou constituído por Sarita Thomas, presidente, Edith Bohrer, tesoureira, Ida Hohlfeldt, secretária e contou com a participação, também, de Julieta Godolphim.

Construída no ano de 1922, a Igreja da Ascenção teve seu primeiro culto celebrado no domingo de Páscoa desse ano, mas só foi consagrada em 1923, por ocasião de um concílio hospedado pela Paróquia.

Seus primeiros párocos foram William Mathew Merrick Thomas, fundador, por três vezes, em 1916, 1918 e 1924; Ernesto Arnaldo Bohrer por duas vezes, em 1917 e 1922, como interino; e James Watson Morris, em 1923.

Nas fotos mostro alguns fragmentos da Igreja, em ângulos muito pessoais, que registrei nos dias 26 de junho e 6 de julho deste ano. Fiquem com a certeza de que as guardarei nos meus arquivos, entre as maiores preciosidades de minhas mais gratas reminiscências.

Evandro

* * *

- FONTES - O pouco da história aqui registrado, datas e nomes, eu obtive no site da IGREJA EPISCOPAL ANGLICANA DO BRASIL e nos "APONTAMENTOS DE HISTÓRIA DA PARÓQUIA DA ASCENÇÃO", do Rev. Oswaldo Kickhofel, Porto Alegre, 2006.

- AGRADECIMENTOS – Ao Reverendo Oswaldo Kickhofel, pela fidalguia da acolhida e pela preciosa cópia de seus originais que me ofertou gentilmente. A Kelen Bernardi, a Karina, ao Flávio e à Professora Vera, que me orientaram e facilitaram o acesso à Igreja da Ascenção, bem como a obtenção destas fotografias. Foi um apoio inestimável, sem o qual estas fotos não teriam sido feitas nem publicadas. A eles, a minha gratidão e carinho.

Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

PARÓQUIA DA ASCENÇÃO - II






Nunca estive nela, antes. Visitei-a, dias atrás. Pela primeira vez, depois de sessenta anos!... Entrei. Caminhei em sua volta. Conheci o Seminário Teológico que se situa na parte de trás.

Fiquei conhecendo alguns detalhes que até então não me haviam despertado a atenção, bem como um pouco de sua história, que procuro resumir:

A Igreja Episcopal Anglicana chegou ao Brasil instalando-se primeiramente em Porto Alegre que, como em tantas outras coisas, também nisto foi pioneira. O ano era 1890 e a missão foi instalada pelos missionários americanos Lucien Lee Kinsolving e James Watson Morris.

Em 1891 vieram mais três missionários: William Cabell Brown, John Gaw Meem e Mary Packard que, unidos aos dois primeiros, são considerados os fundadores da Igreja no Brasil.

A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil faz parte da Comunhão Anglicana, uma família de igrejas anglicanas e episcopais em comunhão histórica com a Igreja da Inglaterra e especificamente com a Sé de Cantuária.

Aqui na Paróquia da Ascenção, em Teresópolis, fica a Sede Provincial.

- continua -