sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

À margem da estrada


VERA CRUZ, RS 





         BR-287, logo após a entrada para Vera Cruz, na direção de Santa Maria, Estado do Rio Grande do Sul.   

      Fotos feitas no final de 2013, ainda inéditas, e que reencontrei agora, garimpando meus arquivos.  

Evandro 



sábado, 24 de janeiro de 2015

Fragmentos de Lisboa - I


LISBOA 

    Hoje dou continuidade à publicação de algumas das centenas de fotos feitas em Lisboa. Cada uma, desta série, retrata um momento, um detalhe, um flagrante desta Cidade encantadora, na qual fotografar é fácil, tal a quantidade de ângulos e quadros "prontos" que nos surgem a todo instante. 

    Aqui não é preciso buscar o melhor enquadramento nem o pormenor. Basta apontar a câmera para qualquer lugar e clicar, pois a foto está ali, diante de nossos olhos, necessitando apenas ser registrada. 












Evandro 

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Parece que eu fui à Feira?


À MARGEM DA FEIRA DO LIVRO 

    Não é a primeira vez que acontece. A propósito, isto ocorre com bastante freqüência: saio para ver ou fotografar determinado lugar ou tema e quando caio na realidade já fiz um monte de fotos que nada têm a ver com a proposta original. Faltou convicção? Não é bem assim. Fotografar a Feira requer uma concentração especial. Não é só retratar as barracas, os estandes com livros, os autores dando autógrafos. É preciso, antes de mais nada, desligar. Desconectar de tudo o que existe na periferia, fora da efervescência colorida e fascinante que é este pequeno grande mundo de livros e pessoas de todos os tamanhos, idades e biótipos. E ficar atento. E flagrar a infinidade de cenas e ângulos inusitados que repentinamente se sucedem. E tentar introduzir numa imagem plana, dentro do pequenino retângulo do visor da minha câmera, as histórias e epopeias que só uma enciclopédia consegue comportar. É indispensável “entrar” na Feira. Sincronizar com seu espírito e com as faces múltiplas com as quais ela se metamorfoseia a cada instante. 





 

    É o que tentei fazer. Mas a minha Cidade é atraente demais, mesmo para aqueles que, como eu, estão habituados a observá-la em seus detalhes, em suas minúcias que passam despercebidas pela maioria dos mortais que circulam por ela na azáfama do dia-a-dia. Quanto eu a tenho fotografado! Cada prédio antigo ou contemporâneo, cada templo, teatro, parque, banco de jardim, muro, avenida ou simples ruela. Cada ângulo do meu Rio, cada chaminé, escadaria, monumento, galeria, calçada e esquina. Cada jacarandá, paineira, flamboyant e tipuana. 

    Assim, sempre que volto a passar por eles percebo nova perspectiva, nova cor, novo pormenor só agora captado. Dezenas, centenas de vezes que tais lugares voltam a ser fotografados, mostram imagens diferentes, nunca repetidas e impossíveis de serem reconstituídas. São únicas. Sempre inéditas. 

    Ah, minha Porto Alegre! Cada vez admiro mais o Mario Quintana, que sem uma câmera fotográfica, sem uma tela e pincéis, teve a sensibilidade que só aos anjos-meninos-poetas é facultado ter, de te retratar na tua intimidade e beleza ímpar apenas com versos. Apenas! 









    Por isto fui à Feira e não a fotografei. Perdi-me no caminho. Só bem mais tarde lembrei-me dela. Mas amanhã eu volto, com certeza. Então, vou embrenhar-me por seus labirintos – os mesmos percorridos por Quintana e pelos quais o La Porta badalou sua sineta – e retratar, tanto quanto eu seja capaz, as imagens etéreas que dela emanam em sua atmosfera onírica. Assim o prometo! 

Evandro 

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Da terra


RAÍZES, TRONCOS E CAULES

    A terra e as raízes. Troncos de cascas envelhecidas, caules, ramos e ramadas. Folhas e cipós...  O marrom e o verde, ornamentados, vez por outra, com florações amarelas ou vermelhas.  Formas inusitadas, esquisitas que, apesar disto realçam-se pela harmonia e elegância de que se revestem mesmo nos lugares mais improváveis. Umas se escondem, ocultam-se, abstraem-se ao olhar menos atento do passante descuidado. Outras se exibem impudentes sem qualquer receio. Aqui um emaranhado de espécies diversas cuja afinidade não encontra explicação racional. Logo ali, um espécimen isolado dos demais sobressai soberano em seu território restrito. Cores e arranjos, matizes e feitios, tudo mesclado numa desordem surpreendentemente graciosa e coerente que encanta e enternece. 















    Não me questionem sobre seus nomes, ramos, famílias, gêneros, espécies. Isto diz respeito aos botânicos. Não é a minha especialidade. Amanhã, talvez, eu procurarei saber, pois gostando delas como eu gosto, com certeza, qualquer dia, precisarei tratá-las com mais intimidade. Por enquanto permitam apenas que eu as aprecie e fotografe.

Evandro