quarta-feira, 29 de junho de 2016

Nos Caminhos do Sul


CASTELO SIMÕES LOPES
       No dia 11 de outubro de 2014, passando por Pelotas, deparei-me com esta bela construção. O dia estava bem nublado, chuvoso, frio e o Castelo, quase em ruínas, jazia semioculto pela vegetação, o que, tudo somado, dificultou bastante a tomada de melhores fotos. Depois desse dia não passei mais por lá, de modo que não sei como ele se encontra hoje.Espero que o tombamento feito no dia 8 de março de 2012 já tenha dado impulso à restauração desta bonita obra.
       O Castelo Simões Lopes, situa-se na Avenida Brasil n° 824, bairro Fragata. Pertenceu ao juiz federal, promotor público e senador Augusto Simões Lopes, e foi construído em 1920. Obra do arquiteto suíço Fernando Rullman lembra um castelo medieval com torres e ameias e logo se tornou a principal tribuna política da Região Sul, sendo ponto de reuniões e encontros de autoridades, como Washington Luís e Getúlio Vargas.
       Augusto Simões Lopes, nasceu em Pelotas, RS, no dia  15 de julho de 1880 e faleceu no Rio de Janeiro em 15 de outubro de 1941. Era o filho mais novo de João Simões Lopes, o Visconde da Graça, e tio do escritor João Simões Lopes Neto. Personalidade de destaque na política brasileira nos anos 1930, Simões Lopes foi também grande incentivador do futebol, sendo presidente do Grêmio Esportivo Brasil, de 1917 a 1920. (*) 




 

     Este prédio foi adquirido em 1991 pela Prefeitura de Pelotas, destinando-se a ser sede de entidades culturais. Como tal, abrigou o Instituto Histórico e Geográfico de Pelotas, a Academia Sul-Brasileira de Letras, o Centro Literário Pelotense, a 26ª Região do Movimento Tradicionalista Gaúcho e o Conselho de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra. No ano de 2000 passou a sediar o Centro de Atenção Psicossocial do Bairro Simões Lopes, órgão da Secretaria Municipal da Saúde. Em 2004, após incêndio, o prédio foi abandonado, provavelmente à própria sorte.





 

    Deteriorando-se por pelo menos dez anos, servindo de abrigo a mendigos e sendo vítima constante de vândalos, o magnífico Castelo apresenta agora este estado deplorável. Um triste e melancólico cenário! Será o seu fim?

Evandro

* * *

      (*) Nessa época ( 1917 – 1920 ) o Grêmio Esportivo Brasil disputou, no dia 9 de novembro de 1919, seu primeiro campeonato gaúcho, sagrando-se Campeão em partida histórica contra o Grêmio Futebol Porto-Alegrense, no antigo Estádio dos Moinhos de Vento em Porto Alegre, quando venceu os tricolores por 5 a 1. No site do clube de Pelotas, o registro da grande conquista está narrado assim:

     “Só em 1919, quando o rubro-negro já era tri-campeão Citadino, surgiu um novo desafio: o primeiro Campeonato Gaúcho da história. Embalado pelos triunfos recentes, o Brasil encarou 16 horas de viagem em um navio a vapor – de Pelotas a Porto Alegre – para disputar a grande decisão com o Grêmio Foot Ball Portoalegrense. A partida foi realizada no dia 9 de novembro daquele ano, e com Frank; Nunes e Ari Xavier; Floriano, Pedro e Babá; Farias, Ignácio, Proença, Alberto e Alvariza; a equipe pelotense superou o favoritismo do clube da capital, e aplicou uma goleada de 5 a 1 em cima do Grêmio. Fazendo do Brasil o primeiro campeão gaúcho de todos os tempos.

    Um dos registros mais genuínos desta grande conquista rubro-negra é a reportagem do jornal Correio do Povo, do dia 11 de novembro de 1919. O texto, muito charmoso e cheio de peculiaridades da época, começa assim: “Como era esperado, alcançou o mais franco sucesso o match jogado na tarde e ante-ontem no Ground do Moinhos de Vento, para a disputa do Campeonato Estadual. Concorreram a essa prova as equipes do Grêmio Sportivo Brasil, Campeão da Liga Pelotense e o Grêmio Foot Ball Portoalegrense, Campeão da Associação Portoalegrense de Desportos. Pela primeira vez foi disputado o Campeonato Estadual, sob os auspícios da Federação Riograndense de Desportos e o honroso titulo de Campeão coube a equipe do foot-ball pelotense”. (http://www.gebrasil.com.br/historia/)

terça-feira, 31 de maio de 2016

Nos caminhos do Sul


PELOTAS, RS

     Até hoje eu estava em dívida com a bela Cidade de PELOTAS, da qual, se não estou equivocado, publiquei, até agora, apenas umas três fotos (* ver estas postagens em http://ensaios-fotos.blogspot.com.br/2014/10/registrei-nuns-dias-desses.html ).

     Hoje, tento me redimir, mostrando a vocês algumas das imagens que estavam em quarentena nos meus arquivos. Tenho muitas outras, que vou resgatar e brevemente estarão aqui.

     Dizer que Pelotas é uma linda Cidade seria redundância. Seu patrimônio arquitetônico é riquíssimo. Suas ruas, avenidas, praças e monumentos proporcionam a quem circula pela área central, principalmente, um agradável  lazer. Há muitos cafés, confeitarias e restaurantes nos quais podemos degustar deliciosas iguarias que satisfazem – e surpreendem – os paladares mais acurados. 























    As fotos de hoje destacam, além de outros pontos, a Catedral Metropolitana São Francisco de Paula, a Loja Maçônica Fraternidade, o Clube Centro Português 1° de Dezembro, e a Praça Cel. Pedro Osório, com o monumento ao homenageado e o monumento às Mães, obra de um dos filhos ilustres da Cidade, o escultor Antônio Caringi. 

    Perambulei por lá apenas em três ocasiões, sempre apressadamente, saindo, a cada vez, com um profundo sentimento de culpa por não ficar, pelo menos, por mais uma hora que fosse. Pelotas não pode ser conhecida em tão breves visitas. Precisa ser vivida e curtida muitas e muitas vezes. O que farei – acreditem – sem mais demora.


Evandro

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Caminhos da Borússia


OSÓRIO, RS
A CIDADE E O DISTRITO DA BORÚSSIA

       Lugar surpreendente. Com certeza guarda muitas surpresas pra gente ir descobrindo aos poucos. 

       Estive lá quase que "de passagem", cerca de três horas e meia, pouco mais, ou menos. As fotos que fiz mostram um pouco deste recanto magnífico que precisa ser visitado muitas vezes. 

       Do alto do Morro da Borússia, onde se localiza a rampa de onde decolam os praticantes de voo livre, um mirante, lojas de artesanato e lancherias, descortina-se espetacular vista  da Cidade de Osório, junto às diversas lagoas da região, até o horizonte onde se vê as Cidades de Tramandaí e Capão da Canoa, no litoral. 

       Logo à direita temos o Parque Eólico de Osório, considerado o maior da América do Sul, com seus imponentes cataventos decorando a imensa paisagem verdejante. 

PARQUE EÓLICO 



       Conforme vamos olhando para o centro e para a esquerda, surge a bela Cidade, com suas ruas, avenidas, e construções, à margem da Rodovia BR-101, até apreciarmos a beleza suave dos morros que preservam, quase íntegra, a vegetação nativa.

CIDADE DE OSÓRIO 








       Vindo-se de Porto Alegre e seguindo na direção Norte da Rodovia BR-101, acessa-se a via lateral (que nos leva ao Centro da Cidade), mas convertendo à esquerda, onde fica a estrada estreita, sinuosa, com pontos acentuados de aclives – mas de asfalto impecável – pela qual se chega ao Morro da Borússia. A partir daí, a paisagem bucólica nos convida a descer na direção das cascatas, indicadas pelas placas de sinalização. Pela metade do percurso encontramos a Capela Santa Rita de Cássia, uma construção pitoresca à direita, ponto final do caminho que compõe a Via Sacra, com seus quinze marcos alusivos a cada uma das Estações.

CAPELA SANTA RITA DE CÁSSIA 
- Via Sacra - 






      Finalmente, poucos quilômetros adiante, terminado o asfalto, chega-se ao “Sítio Cascata da Borússia”, local aprazível para o descanso, com belas paisagens, áreas de churrasqueiras, parques infantis, excelentes instalações sanitárias, uma lancheria e a maior atração do lugar: as cascatas de águas frias, inseridas no leito do rio, que corre rumorejante entre as pedras.

AS CASCATAS E O SÍTIO 






       Parte das muitas fotos que fiz, mostro a vocês, já me propondo a refazer esse passeio mais vezes, com calma e tempo suficiente para desfrutar tudo de bom e bonito que ele tem a nos oferecer. Até lá, fiquem com as fotos. Espero que gostem. 

Evandro