quinta-feira, 16 de abril de 2015

Recordações Lusitanas


RELEMBRANDO LISBOA 







    Tenho vontade de mostrar todas as fotos de todos os recantos de Portugal por onde perambulei, especialmente de Lisboa. Contudo, é anseio impossível de concretizar, pois estou me referindo a mais de duas mil fotografias. Quase três mil, para ser mais preciso. 

    Periodicamente volto aos meus arquivos com o intuito de selecionar mais algumas. Entretanto... como é difícil! São tantas imagens, cada uma com uma história peculiar, que não raro desisto e adio a tarefa, relegando ao futuro a sorte daquelas que terão vez. 

    Hoje, coube a estas oito o privilégio de entrarem para a minha galeria. Na ordem em que as coloquei, posso identificá-las, para vocês, como segue: 1) Avenida Liberdade, ao crepúsculo, mostrando a bela Loja Prada; 2) arcos internos da Torre de Belém; 3) uma das incontáveis fachadas revestidas de azulejos, com sacadas gradeadas e floridas junto às janelas; 4) uma esquina com detalhes do Banco Nacional Ultramarino; 5) o romantismo da noite junto às Escadinhas de Santo Estêvão, em Alfama; 6) uma esquina no Largo da Sé, proximidades da Igreja de Santa Maria Maior, ou a Sé de Lisboa, sede do Patriarcado e da Paróquia de Lisboa; 7) A Gare Oriente, ou Estação Oriente. Lugar fabuloso por sua arquitetura e monumentalidade em todos os sentidos, principalmente pelo movimento intenso do transporte que por ali se conecta - ônibus, trens (os comboios, o metrô), - e onde se pode encontrar até livrarias imensas; e 8) o bucolismo e o encanto dos carris (bondes, para nós), como este da linha 28 que percorre as ruas de Lisboa conduzindo-nos a lugares de indescritível beleza.  

    Sem demora publicarei mais fotos, pois já tenho uma boa quantidade delas pre-selecionadas e editadas. Depende apenas de uma escolha e de decidir se farei aleatoriamente ou se mostrarei um lugar específico, como uma das muitas e belíssimas igrejas, ou museus, ou parques, ou paisagens. Enfim, há muito o que publicar! 

Evandro  

domingo, 29 de março de 2015

Minha eterna musa


PORTO ALEGRE, DO MEU JEITO 

    Incontáveis são as vezes em que percorro os caminhos de minha Cidade. Gosto de ver e rever suas paisagens, seus recantos, cantos e encantos. E de fotografá-la. Não importa que alguns de seus lugares eu já tenha retratado antes. Posso fazê-lo de novo, infinitas vezes, que jamais sairão iguais, pois a cada dia, a cada momento, revelam detalhes, minúcias e sutilezas que nas outras vezes ela, caprichosamente, ocultou ao meu olhar.  










    E ao andar por ela, eventualmente encontro uma esquina nova, um novo ângulo, uma nova perspectiva até então inusitada. E descubro tesouros que em minhas andanças, desde a infância remota, nunca pensei existirem. E alguns deles, na realidade, são novos. Muito recentes, atestando que esta Cidade linda não para de crescer e se transformar, embora conserve seu ar de província antiga presente em minhas reminiscências.  

Evandro 

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

À margem da estrada


VERA CRUZ, RS 





         BR-287, logo após a entrada para Vera Cruz, na direção de Santa Maria, Estado do Rio Grande do Sul.   

      Fotos feitas no final de 2013, ainda inéditas, e que reencontrei agora, garimpando meus arquivos.  

Evandro 



sábado, 24 de janeiro de 2015

Fragmentos de Lisboa - I


LISBOA 

    Hoje dou continuidade à publicação de algumas das centenas de fotos feitas em Lisboa. Cada uma, desta série, retrata um momento, um detalhe, um flagrante desta Cidade encantadora, na qual fotografar é fácil, tal a quantidade de ângulos e quadros "prontos" que nos surgem a todo instante. 

    Aqui não é preciso buscar o melhor enquadramento nem o pormenor. Basta apontar a câmera para qualquer lugar e clicar, pois a foto está ali, diante de nossos olhos, necessitando apenas ser registrada. 












Evandro 

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Parece que eu fui à Feira?


À MARGEM DA FEIRA DO LIVRO 

    Não é a primeira vez que acontece. A propósito, isto ocorre com bastante freqüência: saio para ver ou fotografar determinado lugar ou tema e quando caio na realidade já fiz um monte de fotos que nada têm a ver com a proposta original. Faltou convicção? Não é bem assim. Fotografar a Feira requer uma concentração especial. Não é só retratar as barracas, os estandes com livros, os autores dando autógrafos. É preciso, antes de mais nada, desligar. Desconectar de tudo o que existe na periferia, fora da efervescência colorida e fascinante que é este pequeno grande mundo de livros e pessoas de todos os tamanhos, idades e biótipos. E ficar atento. E flagrar a infinidade de cenas e ângulos inusitados que repentinamente se sucedem. E tentar introduzir numa imagem plana, dentro do pequenino retângulo do visor da minha câmera, as histórias e epopeias que só uma enciclopédia consegue comportar. É indispensável “entrar” na Feira. Sincronizar com seu espírito e com as faces múltiplas com as quais ela se metamorfoseia a cada instante. 





 

    É o que tentei fazer. Mas a minha Cidade é atraente demais, mesmo para aqueles que, como eu, estão habituados a observá-la em seus detalhes, em suas minúcias que passam despercebidas pela maioria dos mortais que circulam por ela na azáfama do dia-a-dia. Quanto eu a tenho fotografado! Cada prédio antigo ou contemporâneo, cada templo, teatro, parque, banco de jardim, muro, avenida ou simples ruela. Cada ângulo do meu Rio, cada chaminé, escadaria, monumento, galeria, calçada e esquina. Cada jacarandá, paineira, flamboyant e tipuana. 

    Assim, sempre que volto a passar por eles percebo nova perspectiva, nova cor, novo pormenor só agora captado. Dezenas, centenas de vezes que tais lugares voltam a ser fotografados, mostram imagens diferentes, nunca repetidas e impossíveis de serem reconstituídas. São únicas. Sempre inéditas. 

    Ah, minha Porto Alegre! Cada vez admiro mais o Mario Quintana, que sem uma câmera fotográfica, sem uma tela e pincéis, teve a sensibilidade que só aos anjos-meninos-poetas é facultado ter, de te retratar na tua intimidade e beleza ímpar apenas com versos. Apenas! 









    Por isto fui à Feira e não a fotografei. Perdi-me no caminho. Só bem mais tarde lembrei-me dela. Mas amanhã eu volto, com certeza. Então, vou embrenhar-me por seus labirintos – os mesmos percorridos por Quintana e pelos quais o La Porta badalou sua sineta – e retratar, tanto quanto eu seja capaz, as imagens etéreas que dela emanam em sua atmosfera onírica. Assim o prometo! 

Evandro