sábado, 12 de outubro de 2019

A "Capital dos Curtumes"

ESTÂNCIA VELHA 

       Cidade da Região Metropolitana de Porto Alegre, distante 45 km desta, Estância Velha é um dos belos municípios da bacia hidrográfica do Rio dos Sinos. Situada entre São Leopoldo, Novo Hamburgo, Portão, Ivoti e Lindolfo Collor, foi emancipada de São Leopoldo, da qual era o 10° Distrito, em 8 de setembro de 1959.
       Em 1788 fazia parte da Real Feitoria do Linho Cânhamo, instalada as margens do Rio dos Sinos, com o objetivo de ocupar a área para a Coroa Portuguesa e produzir cânhamo – matéria prima para a fabricação de cordame de navios e que Portugal exportava para outros países.
       Como o plano de ocupação não surtiu os efeitos desejados, em 1824, já no Brasil Imperial, Dom Pedro distribuiu estas terras da Real Feitoria aos imigrantes alemães que aportaram em São Leopoldo. O primeiro imigrante alemão que se estabeleceu em Estância Velha foi Mathias Franzen, que derrubou o mato e fez roça. Sendo sapateiro, já em 1830 exercia também o oficio aprendido na Europa. A partir daí, seguiu-se a vinda de diversas famílias de imigrantes.













 
       As fotos que eu mostro hoje retratam alguns lugares que visitei e dos quais gostei bastante. Dentre eles destacam-se o Monumento ao Curtidor, inaugurado em 8 de setembro de 1984, obra da artista Verena R. Becker e que foi feita na Fundição Ferrabrás S.A., a Igreja Evangélica de Confissão Luterana, os pavilhões da Feira do Artesanato, a Praça 1° de Maio, e a belíssima Igreja Matriz da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus.

Evandro

domingo, 8 de setembro de 2019

Formigueiro das Carretas


FORMIGUEIRO, RS 

Ao nome dão-lhe a seguinte origem: "Em tempos remotos, passando pelo lugar uma comissão de engenheiros, um deles ao ver tantas carretas ali, que era um ponto de pousada dos carreteiros que se dirigiam para a fronteira, teria dito: Isto aqui é um FORMIGUEIRO!" (Wikipedia).
* * * 
       O Município de FORMIGUEIRO fica a aproximadamente 293 km de distância de Porto Alegre e situa-se entre Restinga Seca, Santa Maria e São Sepé. Cheguei lá partindo de Santa Maria, através da RSC-287 (Trevo de Restinga Seca), acessando a RS-149 (boa estrada até o Passo das Tunas (Rio Vacacaí), depois do qual as coisas se complicam um pouco.
       Encontrei  uma cidadezinha bem pequena (menos de 7.000 habitantes), mas bastante simpática.





 

       Em seus registros históricos consta que os primeiros colonos italianos e alemães chegaram lá por volta de 1910. Em de março de 1938 foi criada a Paróquia, tendo por Padroeiro São João Batista, sendo sua criação subordinada à Diocese de Santa Maria. Em 29 de dezembro de 1944, pelo decreto-lei Nº 720 do interventor estadual, Formigueiro passou a 2º distrito de São Sepé.
       A partir de 1960, teve inicio um movimento visando sua emancipação e através de um plebiscito, foi aprovada a autonomia municipal. Assim, em 9 de outubro de 1963, a Lei Estadual Nº 4.575, assinada pelo governador Ildo Meneghetti, criou o Município de Formigueiro.
       A base da economia local está na agricultura, principalmente na produção de arroz, destacando-se também as culturas do milho, fumo, cana-de-açúcar, mandioca, soja e feijão. A produção artesanal de aguardente de cana também merece destaque, sendo bastante conhecida.
       As fotos desta postagem são do dia 3 de junho de 2019.
Evandro

terça-feira, 20 de agosto de 2019

A "Terra Doce do Centro-Oeste"

SÃO VICENTE DO SUL 

     Localizado no Vale do Jaguari, na Depressão Central do Estado, o Município de SÃO VICENTE DO SUL fica entre os municípios de Cacequi, São Pedro do Sul, Mata, São Francisco de Assis e Alegrete. Distante cerca de 407 km de Porto Alegre e 88 km de Santa Maria, tem uma população aproximada de 8.500 habitantes e pode ser acessado através da RSC-287.

     Originalmente fez parte do território de Rio Pardo e com a criação de São Gabriel passou a ser 3° Distrito desta cidade. Em 29 de abril de 1876, pela lei n° 1032, como “2° distrito especial”, foi elevado à categoria de Vila e depois a Município. 

     A denominação de “São Vicente”, pelos jesuítas, deveu-se a uma imagem de São Vicente Ferrer, padroeira da estância jesuítica, trazida por eles, e que atualmente se encontra na Igreja Matriz. 

     Sua economia tem por base a agricultura e a pecuária. Suas principais culturas são o arroz e a soja. Também esta se tornando um centro universitário regional no Vale do Jaguari devido ao crescimento do Instituto Federal Farroupilha – Campus de São Vicente do Sul, o qual conta com cursos de ensino médio agregado ao técnico, bem como cursos pós-médios, superiores e de pós-graduação.













 

     As fotos desta postagem foram feitas no dia 4 de março de 2019, em rápida passagem por lá. Gostei da Cidade. É pequena, mas muito bonita, limpa, organizada e em sua parte central apreciei bastante a Igreja Matriz de São Francisco Ferrer, construída de 1944 a 1945, com sua arquitetura sacra tradicional e gótica e a Praça Borges de Medeiros, no centro da qual ergue-se o belo “Coreto”, cartão postal da Cidade, construído em 1922 como parte das homenagens ao Centenário da Independência do Brasil. Este Coreto possui elementos de arquitetura neoclássica e Art Noveau e possui peças trazidas da Itália. 

Evandro

quarta-feira, 24 de julho de 2019

Silveira Martins, RS

VAL FELTRINA 

      O Município de SILVEIRA MARTINS localiza-se na área que abrange dez distritos de Santa Maria. Foi criado em 1987. A origem do nome Silveira Martins deu-se em homenagem ao grande tribuno riograndense Gaspar Silveira Martins, senador do Império na época do processo de colonização e imigração italiana que deu origem à Quarta Colônia. 

      A região é belíssima, rica em paisagens deslumbrantes, e dentre suas principais atrações conta com a “Rota Turística e Gastronômica Santa Maria – Silveira Martins”, criada para resgatar e valorizar o caminho percorrido pelos imigrantes italianos, preservar a cultura e história do lugar, agregando valor na renda dos proprietários  rurais e gerar empregos e oportunidades. 




 

       Val Feltrina é uma das localidades mais famosas – há também Val de Buia – onde se realiza, anualmente, o tradicional “Festival da Uva e das Águas” 

       Pois foi no caminho de Val Feltrina que fiz estas fotos no dia 25 de maio deste ano. Na verdade, a própria natureza já se encarregou de “fazer as fotos”: elas já estão lá, prontinhas, à espera apenas de alguém que passe por elas e dê o clique. Foi o que fiz. 

Evandro