quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Na Rua da Praia - III

RELÍQUIAS DO CENTO HISTÓRICO

A nossa "Rua da Praia" – que não tem praia, que não tem rio – é um logradouro onde o bucolismo é a marca mais acentuada. É agradável andar por ela como nos velhos tempos da infância e da juventude. Cada esquina foi citada pelo Poeta e até hoje exala cheiro de saudade.






Arborizada, com calçadas bem conservadas e calçamento original com paralelepípedos coloridos formando desenhos geométricos, preserva também os antigos postes de ferro com duas luminárias, além, naturalmente, da beleza das fachadas centenárias, restauradas em sua forma primitiva.

Evandro

Na Rua da Praia - II


RELÍQUIAS DO CENTRO HISTÓRICO

Continuo na Rua da Praia. Não sei qual o prédio – ou o quê – devo fotografar primeiro. Gosto de procurar aqueles menos vistosos para retratar detalhes que não nos chamam a atenção quando estamos com pressa. Mas hoje, algumas construções mais conhecidas ganham maior evidência pela falta das pessoas e do trânsito intenso que nos dias comuns nos impedem de apreciá-las. 




Como exemplo, acima, o Quartel General da Brigada Militar e seu Museu, em prédio anexo. A beleza das duas construções é indiscutível. Sua preservação é algo que nos renova a esperança de que a nossa história permanecerá preservada. São duas obras primas deste trecho de nossa rua tradicional.



Na seqüência, indo na direção da Praça da Alfândega, situa-se a Casa de Cultura Mário Quintana, aqui retratada em três ângulos. É o antigo Hotel Majestic, onde o Poeta residiu por longos anos e que ficou ligado à sua biografia. Fica na quadra formada pela Rua da Praia (Andradas), Travessa Araújo Ribeiro, Sete de Setembro e General Bento Martins. A travessa que liga a Andradas com a Sete de Setembro, foi batizada com o nome de Travessa dos Cataventos, uma homenagem à obra de Mário Quintana. 

Evandro

Na Rua da Praia - I


RELÍQUIAS DO CENTRO HISTÓRICO

Centro de Porto Alegre. Rua da Praia – que poucas pessoas chamam pelo nome oficial de Rua dos Andradas. Estou em frente da Igreja Nossa Senhora das Dores, belo e tradicional templo envolto em histórias e mistérios. Ei-la aqui em toda a sua grandiosidade.



Ao lado da Igreja, na esquina da General Bento Martins, esta edificação de arquitetura magnífica, construída entre 1906 e 1908. Pertence ao Comando Militar do Sul e abriga repartições ligadas ao Quartel General.



 
Evandro

PASSEIO DOMINICAL

UM CARNAVAL DIFERENTE

Domingo de Carnaval, 22 de fevereiro de 2009. A Cidade está deserta. Muitos ainda estão em férias e viajaram para longe. Dentre os que ficaram, contam-se os foliões que a esta hora permanecem recolhidos, refazendo-se para a nova noite de festa que logo vai chegar. Os que não gostam de Carnaval aproveitaram o feriado prolongado para fugirem para as praias. Eu, em particular, fiquei porque depois de minhas últimas andanças, entrei no vermelho e preciso urgentemente me recuperar.


Por tudo isto a Cidade ficou só para mim. Então utilizo-me do ensejo para andar pelas ruas sem qualquer movimento e observar tudo aquilo que nos dias comuns a multidão de pedestres e os ônibus e os automóveis e os ambulantes impedem que se aprecie com serenidade. E descubro ruas pelas quais já passei centenas de vezes sem as ver. Depois contemplo o meu Rio Guaíba e deixo que ele me olhe com a indiferença que algumas vezes caracteriza o seu comportamento com relação à minha presença.



A rua com a árvore no meio é a Curupaiti e fica no Cristal. A árvore majestosa é uma figueira centenária localizada junto à Avenida Dr. Campos Velho. Foi adotada pelo Clube de Mães do Bairro Cristal que cuida de sua preservação.

Os postes no Guaíba encontram-na na Pedra Redonda. Não vou enganar vocês, pois as aves são artificiais, mas tão bem feitas que eu próprio aproximei-me com cuidado para não espantá-las.
 
Evandro

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Não "varei a faixa"

SÃO JOSÉ, SC



São José é uma pequena cidade - talvez não tão pequena, como o termo pressupõe - da Região Metropolitana de Florianópolis. É tão junto da Capital catarinense que as divisas entre um município e outro só é identificável pelos nativos. É moderna, progressista, pontilhada de altos e elegantes edifícios, intenso comércio, bonitas praças e avenidas, e tudo mais que compõe uma metrópole.  

Mas eu não queria fotografar edifícios. Andava meio perdido por lá e me socorri de um taxista. Disse-lhe que estava à procura de monumentos e coisas mais antigas. Será que ele conhecia algo que correspondesse à minha expectativa? "Claro. Temos o Centro Histórico de São José. O senhor vai gostar de conhecer". Perguntado sobre como eu poderia chegar lá, ele, gentilmente indicou-me o caminho: "É só seguir por aqui, toda a vida (*). Pode contornar a praça, prá não se perder. Cuidado para não varar a faixa (**)".  

Segui o conselho. Poucos minutos depois, "sem varar a faixa", encontrava-me em "outra cidade", no passado: o Centro Histórico de São José.  

O lugar é surpreendente. Tem construções e monumentos de beleza incrível, predominando nas casas antigas o estilo colonial trazido pelos açorianos. Fiz uma infinidade de fotos que ainda estou tentando classificar e escolher as que pretendo publicar. Não sei quando o farei, mas por hoje, deixo aqui estas três, da mesma casa com a qual me deparei logo ao chegar no Centro Histórico. São as três primeiras fotos que fiz lá.  
Evandro

* * * 

(*) Quem já não ouviu a expressão "vai toda a vida", em reposta à pergunta de como chegar lá

(**) "Não varar a faixa". A preocupação do taxista era de que eu não atravessasse a BR-101. Na verdade, nem compreendi bem o motivo da recomendação, pois era óbvio que eu nem precisava me aproximar da rodovia. Mas... são coisas "da terra".

Um Estado de Cartões Postais

SANTA E BELA





O nosso comportamento às vezes parece por demais provinciano. Independente do Estado e da Cidade grande ou pequena onde moramos - nascemos, nos criamos - sentimos atração pelas coisas bonitas que existem em outros lugares e até não conseguimos disfarçar um pouquinho de inveja por não termos algo parecido. Nossa relação com Santa Catarina é mais ou menos assim. Quem nunca esteve lá, sonha com o grande dia da estréia. Quem já andou por lá alguma vez, nunca mais deixa de voltar. E cada vez que volta, descobre novos ângulos na paisagem já admirada centenas de vezes, que a cada novo olhar se renova e revela belezas que nas vezes anteriores não vimos. Um pequena mudança na perspectiva é o bastante para nos colocar diante de novo cartão postal. Isto talvez explique, em parte, a paixão que os próprios catarinenses têm por seu Estado. E que todos também temos. Agora dá para entender porque tantos a chamam de Santa e Bela Catarina.

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Nesse dia não deu praia


"VERANEIO" EM TRAMANDAÍ 







Verão, férias, praia. Ah, a praia! Sonho de muita gente que se prepara meticulosamente para curtir alguns dias ao sol, "pegar um bronze", tomar aquela cervejinha bem gelada, empanturrar-se com casquinhas de siri, camarão à milanesa, futebol na areia... Mas nem sempre as coisas saem conforme o esperado. Em certos dias o melhor teria sido ficar em casa, jogando cartas, fazendo palavras-cruzadas e jogando conversa fora. Ou sair por aí para tirar fotos.

Evandro